Contribuições, declarações e adesão ao Simples exigem atenção para manter benefícios.
(Foto: Divulgação/Sebrae)
Com a virada do ano, microempreendedores individuais de Mato Grosso do Sul precisam ficar atentos a uma série de prazos que começam a valer já em janeiro. O calendário fiscal de 2026 traz mudanças no valor das contribuições, datas-limite para regularização e obrigações que, se ignoradas, podem tirar o MEI do regime simplificado.
O principal alerta envolve o pagamento mensal do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Com o novo salário-mínimo fixado em R$ 1.621, a contribuição passou a variar entre R$ 81,05 e R$ 87,05, conforme a atividade exercida. No caso do MEI Caminhoneiro, o valor mensal fica entre R$ 194,52 e R$ 200,52. A primeira guia com reajuste vence em fevereiro, já que o recolhimento sempre corresponde ao mês anterior.
Além do valor, perder o prazo pode custar caro. Segundo a coordenadora de atendimento territorial do Sebrae/MS, Andréa Barrera, a regularidade é o que garante os benefícios da categoria. “O MEI regular permanece emitindo notas fiscais, pagando menos tributos e tendo os mesmos benefícios de uma pessoa jurídica. Mas, caso não esteja atento e perca o prazo, a sua empresa fica fora do regime diferenciado, estando sujeita aos tributos e obrigações de uma Microempresa, e, por isso, precisará contratar um contador e arcar com os demais registros e impostos necessários à modalidade empresarial”, afirma.
Outro ponto de atenção é o Termo de Exclusão do Simples Nacional. Quem recebeu a notificação pelo Domicílio Tributário Eletrônico tem 90 dias, a partir da visualização do documento, para quitar ou parcelar débitos. Já o prazo para contestar a exclusão é de 30 dias. Fora do Simples, o empreendedor enfrenta dificuldades para emitir notas fiscais e perde benefícios tributários.
Até 30 de janeiro, MEIs, microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) excluídos do Simples ou em débito com a Receita Federal ainda podem solicitar a reentrada no regime, desde que regularizem a situação. No mesmo período, microempreendedores que ultrapassaram o limite anual de faturamento de R$ 81 mil serão automaticamente desenquadrados da categoria e precisam solicitar a permanência no Simples Nacional.
Já a Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI) deve ser enviada até 31 de maio. Mesmo quem não teve faturamento em 2025 é obrigado a entregar o documento, que reúne informações sobre receitas, contribuições e existência de empregados.
Para ajudar quem começa o ano com pendências, o Sebrae/MS realiza, de 12 a 30 de janeiro, o Mutirão do MEI. A ação oferece atendimento gratuito em 85 pontos espalhados por 59 municípios do estado, com serviços como regularização de débitos, orientações sobre reenquadramento, emissão de documentos e esclarecimento de dúvidas fiscais.
Em Campo Grande, o atendimento ocorre na sede do Sebrae, no Sebrae Parati/Aero Rancho e no escritório do Pátio – Shopping do Centro, das 8h às 17h. No interior, nas unidades de Bonito, Corumbá, Coxim, Dourados e Três Lagoas, o horário é das 8h às 12h e das 14h às 17h. Informações também podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800.*Com informações da assessoria de imprensa Sebrae/MS.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Venda de ovos artesanais cresce e impulsiona renda na Páscoa
MS registra avanço recorde na produção e exportação de tilápia
Governo busca acordo ambiental para avançar com leilão da hidrovia
Agências bancárias estarão fechadas nesta Sexta-Feira Santa
MS define subsídio de R$ 1,20 por litro para reduzir preço do diesel
Ovos de Páscoa têm variação de até 127% em Corumbá
Com saldo de 6.157 empregos, MS tem melhor desempenho no Caged em 12 meses
Brasil cria 255,3 mil postos de trabalho em fevereiro, aponta Caged
Salários de março já estão na conta dos servidores municipais de Corumbá