Produtores têm até 10 de janeiro para regularizar registros obrigatórios da safra 2025/2026.
(Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo)
Faltando apenas quatro dias para o encerramento do prazo obrigatório de cadastro do plantio da safra 2025/2026 de soja (termina em 10 de janeiro), a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) acende o sinal de alerta em Mato Grosso do Sul: até o momento, mais de 4 mil fichas de cadastro ainda não foram finalizadas, o que representa quase 1 milhão de hectares sem registro, número este significativo diante da expectativa é que aproximadamente de aproximadamente 4,5 milhões de hectares projetados para a safra no Estado.
A situação preocupa a defesa agropecuária, especialmente diante do volume expressivo de áreas ainda pendentes. Vinculada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a Iagro indica que historicamente Mato Grosso do Sul reúne uma média de 3,5 milhões de hectares cadastrados por safra.
São cerca de 17 mil propriedades produtoras de soja e, neste ciclo, os maiores volumes de área cultivada seguem concentrados em municípios como Maracaju, Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados e Rio Brilhante, mas o ritmo de cadastramento segue abaixo do esperado, às vésperas do prazo final.
O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, reforça que o prazo se encerra no dia 10 de janeiro e não haverá prorrogação.
"Hoje nós estamos em torno de 2,7 milhões de hectares cadastrados, sendo que a nossa expectativa, segundo estimativa da Aprosoja, com base no SIGA, é de chegar a 4,5 milhões. Ajude a Iagro a trabalhar na defesa. Evite que nós tenhamos que notificar o produtor que não fizer o cadastro. O prazo não será prorrogado. Pedimos o auxílio de todos para que isso seja feito o mais breve possível, para evitar problemas futuros", alertou.
O secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc, também enfatizou o tom de preocupação e reforçou o chamado aos produtores.
"Estamos muito próximos do fim do prazo e ainda com um volume expressivo de áreas sem cadastro. Isso fragiliza o trabalho de defesa sanitária e expõe o Estado a riscos que podem ser evitados. O cadastro é uma ferramenta básica de proteção da própria lavoura e do setor como um todo. É fundamental que o produtor faça sua parte agora, para que não tenhamos prejuízos maiores lá na frente", destacou o secretário.
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