Escolas mostram força e técnica na avenida e indicam decisão equilibrada nos detalhes.
(Foto: Divulgação/Liesco)
A segunda noite de ensaios técnicos das escolas de samba confirmou aquilo que o público já desconfiava: o Carnaval deste ano será decidido nos detalhes. Na passarela da Avenida General Rondon, desfilaram a Imperatriz Corumbaense, Estação Primeira do Pantanal, Império do Morro, Marquês de Sapucaí e Mocidade Independente da Nova Corumbá, em uma noite marcada pela força de bateria, presença de comunidade e alto nível técnico.
Em comparação com a primeira noite, esta foi, sem exageros, uma briga de gente grande. As escolas entraram na avenida com postura de desfile oficial, mostrando que o ensaio já é tratado como parte estratégica da competição.
Destaques técnicos da noite
As Comissões de Frente chamaram atenção e elevaram o padrão da noite, com destaque especial para a Estação Primeira do Pantanal e a Império do Morro, que apresentaram coreografias bem marcadas, leitura clara e evolução constante desde o início do ensaio.
Estação Primeira do Pantanal chama atenção com comissão de frente bem marcada e evolução. Foto: Divulgação/LiescoNa visão geral, o grande destaque da noite foi a Império do Morro. Mesmo sendo um ensaio técnico, a escola demonstrou organização, força e coesão, passando pela passarela com segurança em todos os setores. Já a Mocidade da Nova Corumbá, com um enredo forte e impactante, homenageando Tereza de Benguela, deu o tom da apresentação. A rainha de bateria, Carol Castelo, incorporou com intensidade a força e a representatividade da homenageada, traduzindo em presença cênica a essência do enredo e empolgando o público nas arquibancadas.
Força das baterias e das comunidades
Outro ponto alto da noite foi a força das baterias, que mostraram afinação, identidade e resistência, mantendo o ritmo do início ao fim. Ficou evidente o envolvimento das comunidades, que empurraram suas escolas com canto forte, entusiasmo e ocupação real da avenida, elemento que faz diferença tanto no impacto visual quanto na energia do desfile.
Baterias mantêm ritmo forte do início ao fim e levantam o público na Avenida General Rondon. Foto: Divulgação/LiescoA Estação Primeira do Pantanal mostrou uma comunidade cantando junto e uma bateria segura, enquanto o Império do Morro aliou potência rítmica à disciplina de evolução. Marquês de Sapucaí e Mocidade Independente da Nova Corumbá também apresentaram bons momentos, reforçando que ninguém entrou na avenida apenas para cumprir tabela.
Imperatriz Corumbaense: história e celebração
A Imperatriz Corumbaense levou para o ensaio um componente especial de emoção e simbolismo. A escola vai para a avenida comemorando 15 anos de história, que serão representados em 15 enredos, reafirmando sua trajetória no Carnaval. Entre eles, destaque para a homenagem a Helo Urt, reforçando o vínculo da agremiação com a história de Corumbá.
Termômetro da disputa
O ensaio técnico, mais uma vez, cumpriu seu papel de termômetro do Carnaval. A segunda noite deixou claro que as escolas entenderam o recado: organização, comunidade e leitura clara do desfile serão decisivas. A expectativa agora é que os ajustes finais sejam feitos e que o público assista a desfiles grandiosos, competitivos e tecnicamente apurados.
Cada quesito conta e transforma o ensaio em prévia real da disputa. Foto: Divulgação/LiescoO Capital do Pantanal seguirá acompanhando de perto cada apresentação, realizando a análise técnica completa e valorizando o olhar popular por meio do Destaque Popular 2026, porque Carnaval também se vence no coração do povo.
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