Oficina formativa do Projeto Literatura Liberta.
(Foto: Divulgação)
A iniciativa, coordenada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), realizou sua primeira oficina formativa de pareceristas no dia 28 de março, sob a condução das professoras Elaine Dupas e Marcelle Saboya, preparando acadêmicos e voluntários para a mediação de leitura com os internos participantes do projeto de extensão “A Literatura Liberta”.
Diferente de modelos tradicionais, o projeto funciona como um clube de leitura coletivo. Atualmente, 120 pessoas privadas de liberdade nas unidades masculina e feminina do município participam das atividades. O grupo lê a mesma obra simultaneamente e se reúne em rodas de conversa para compartilhar percepções, promovendo o pensamento crítico e o diálogo.
Benefícios e valorização regional
Além do impacto educacional, a participação no projeto traz benefícios práticos para a execução penal:
Remição de Pena: Conforme as normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os participantes podem garantir a remição de até 48 dias de pena por ano.
Cultura Local: A curadoria conta com 18 títulos selecionados, sendo que oito deles são de autores sul-mato-grossenses, valorizando a produção literária do estado.
Estrutura Itinerante: Para viabilizar o acesso aos livros, uma biblioteca itinerante circula entre as unidades prisionais de Corumbá.
Parceria e Humanização
O projeto é fruto de uma rede de cooperação que envolve a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o Conselho da Comunidade de Corumbá e a Prefeitura Municipal, via Fundação da Cultura.
Para a diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, a ação reforça a política de humanização do sistema. “A iniciativa alia segurança a ações de educação e cultura, ampliando oportunidades de transformação”, destaca. O projeto conta ainda com o apoio do coletivo Remição em Rede, focado na democratização do acesso à literatura no ambiente carcerário.
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