Segunda-feira, 06 de Abril de 2026
Cultura

Após seis anos na Cia do Pantanal, Agustín Salcedo celebra sua evolução na dança

24 out 2025 - 11h25   atualizado em 03/03/2026 às 09h33

Danielly Carvalho

Após seis anos na Cia do Pantanal, Agustín Salcedo celebra sua evolução na dança Argentino encontrou no Moinho Cultural um espaço de aprendizado, pertencimento e propósito. (Foto: Assessoria do Moinho Cultural)

Argentino de alma leve e passos firmes, Agustín Salcedo encontrou em Corumbá (MS) o palco que mudaria o rumo de sua vida. No Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, o bailarino viu a arte se transformar em destino. Desde que ingressou na Cia de Dança do Pantanal, em 2019, ele soma experiências que atravessam fronteiras, do Pantanal a Portugal, do Rio de Janeiro a Paris, e agora seguem impulsionando novos voos no cenário internacional da dança.

“O Moinho Cultural representa transformação. Cresci e evoluí muito ali, tanto artisticamente quanto pessoalmente. Foram seis anos cheios de amor e suor, de festivais, aulas, viagens e apresentações. Cada sorriso, cada ensaio, foi uma troca de vida”, relembra o bailarino argentino.

A primeira conexão com o Moinho ocorreu em 2019, quando foi contratado para integrar a companhia. “Lembro de entrar na instituição, um prédio enorme, cheio de vida e de cores. A sala de ensaio era linda. Minhas primeiras lembranças são dos preparativos para o festival de dança em Portugal. Foi ali que conheci a madrinha do Moinho Cultural, Beatriz de Almeida, e o coreógrafo Chico Neller, dois artistas que marcaram meu início”, contou.

Durante seis anos, Agustín mergulhou na rotina da companhia e em uma convivência que ele descreve como familiar. Foram edições do Moinho in Concert, apresentações, viagens e um intenso aprendizado sobre o valor da arte pantaneira. “A Cia leva o Pantanal para o mundo, e isso tem uma importância enorme. É conhecer, aprender e preservar um bioma tão essencial”, destacou.

Intercâmbios e voos internacionais

De Portugal a Paris, Agustín representa uma geração de artistas formados no Moinho que cruzam fronteiras levando consigo a essência do Pantanal. “O Moinho Cultural, e a Márcia, sempre incentivaram o intercâmbio cultural e o diálogo com outras realidades, criando pontes e permitindo trocas que ampliam nossa visão como artistas e como pessoas”, explica.

Essas vivências moldaram sua trajetória. Ele aprendeu com professores e bailarinos de diversos países e passou a enxergar a dança como uma linguagem que conecta culturas. “Cada aula, cada ensaio, foi um aprendizado sobre corpo, cultura e humanidade. Tive trocas com pessoas de Portugal, França, Itália, Espanha, Coreia do Sul e Canadá e cada uma foi única. Tenho certeza de que levo um pouco de cada comigo”, falou.

Entre as lembranças mais especiais, estão a primeira viagem a Portugal e a oportunidade de interpretar Fernão Capelo Gaivota, personagem que se tornou símbolo de sua carreira. “Também guardo com carinho minha primeira viagem ao Rio, junto da Márcia e de dois colegas, e a viagem a Paris, em 2022, que foi inesquecível, especialmente por estar junto dos meus amigos Wellington Júlio e Núbia Santos. Todos os espetáculos da companhia foram marcantes pra mim”, lembra.

A arte como caminho de vida

Hoje, Agustín segue sua trajetória com o mesmo entusiasmo que o levou ao Moinho Cultural. Seu propósito é continuar explorando novos horizontes e unir arte, educação e transformação social. “Quero continuar me desafiando, criando novas obras e colaborando com outros artistas. Também tenho vontade de fortalecer projetos que unam arte, educação e impacto social, inspirando novas gerações assim como um dia fui inspirado no Moinho Cultural”, afirmou.

Mesmo morando fora, o vínculo com a instituição continua presente. “O vínculo com o Moinho é permanente. Tenho um carinho enorme pela Cia e pela instituição. Carrego comigo a essência do que vivi ali e quero voltar um dia para compartilhar tudo o que aprendi”, completou.

Para Agustín, o Moinho foi mais do que um espaço de aprendizado, foi um divisor de águas. “Vejo o Moinho Cultural como uma porta aberta para o futuro. Ele forma artistas e cidadãos. O impacto vai além da dança, da música ou da literatura, é sobre amor, cuidado, garra e esperança. É uma constante transformação”, declarou.

Com gratidão e afeto, ele deixa um conselho aos jovens que sonham trilhar caminhos semelhantes. “Acreditem no processo. Nem sempre o caminho será fácil, mas cada passo tem valor. A dança e a música são mais do que técnica, são entrega, verdade e amor. Persistam, estudem, se escutem e deixem que a arte transforme vocês assim como transformou a mim. Sonhem grande, com humildade e carinho”, finaliza.

Em dezembro, o bailarino volta a Corumbá para subir novamente ao palco do Moinho in Concert, espetáculo que celebra a força da arte pantaneira.*Com informações da assessoria do Moinho Cultural. 

Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.  

Leia Também

Do Pantanal ao cenário nacional: Pontão Moinho Cultural conecta territórios
cultura

Do Pantanal ao cenário nacional: Pontão Moinho Cultural conecta territórios

Fórum das Juventudes reuniu 172 jovens para atualizar plano estadual em MS
Cultura

Fórum das Juventudes reuniu 172 jovens para atualizar plano estadual em MS

Acervo do arquivo público de MS será integralmente digitalizado
Cultura

Acervo do arquivo público de MS será integralmente digitalizado

De Corumbá ao Jornal Hoje: violinista Valério Reis ganha destaque nacional
cultura

De Corumbá ao Jornal Hoje: violinista Valério Reis ganha destaque nacional

Projeto “A Literatura Liberta” inicia oficinas formativas em Corumbá
Cultura

Projeto “A Literatura Liberta” inicia oficinas formativas em Corumbá

Teia Virtual do Centro-Oeste reúne 160 participantes e fortalece Cultura Viva
cultura

Teia Virtual do Centro-Oeste reúne 160 participantes e fortalece Cultura Viva

Jornalista lança o Lado Oculto do Crime
Cultura

Jornalista lança o Lado Oculto do Crime

Oficina de Dança abre inscrições para Programa Bolsa Auxílio à Produção Cultural 2026
Cultura

Oficina de Dança abre inscrições para Programa Bolsa Auxílio à Produção Cultural 2026

Câmara de Corumbá defende fixação do Festival América do Sul no mês de maio
Cultura

Câmara de Corumbá defende fixação do Festival América do Sul no mês de maio

Cinema itinerante chega a 40 cidades e ocupa Câmaras em MS
cultura

Cinema itinerante chega a 40 cidades e ocupa Câmaras em MS

Mais Lidas

Venda de ovos artesanais cresce e impulsiona renda na Páscoa
Economia

Venda de ovos artesanais cresce e impulsiona renda na Páscoa

Morre empresário Souleiman Khaled; Velório acontece na Capela Cristo Rei
Luto

Morre empresário Souleiman Khaled; Velório acontece na Capela Cristo Rei

Irregularidades causarão exclusão de famílias, diz Prefeitura sobre sorteio
Habitação

Irregularidades causarão exclusão de famílias, diz Prefeitura sobre sorteio

Soraya volta atrás e se filia ao PSB no último dia da janela partidária
POLÍTICA

Soraya volta atrás e se filia ao PSB no último dia da janela partidária