Espetáculo une dança, música e crianças em travessia poética pelo Peabiru, refletindo autoconhecimento.
(Foto: Instituto Moinho Cultural Sul-Americano)
O Instituto Moinho Cultural Sul-Americano prepara o Moinho in Concert 2025, espetáculo que encerra, em dezembro, o calendário cultural da instituição. Sob a direção geral e artística de Márcia Rolon, que conduz o processo criativo, a montagem propõe uma jornada poética, sensorial e espiritual pelos Peabirus, rotas sagradas percorridas pelos povos originários em busca da “Terra Sem Mal”. Atravessando esse percurso ancestral, o projeto conecta a experiência aos jogos de amarelinha, numa metáfora sobre autoconhecimento, pertencimento e superação.
“Estamos alinhavando um novo caminho de Peabirú, como o sonho e o jogo de amarelinha, com a intenção de levar todos para o seu próprio céu. É um espetáculo construído a muitas mãos, com artistas, crianças, jovens, educadores e parceiros, em um processo vivo e cheio de trocas”, afirma Márcia Rolon.
O artista visual boliviano Leoni Antequera contribui com a ideia da Amarelinha da Vida, unindo sua linguagem plástica ao Caminho de Peabiru e criando a analogia que orienta toda a estética do espetáculo.
O projeto ainda recebe reforço de talentos convidados. O sul-mato-grossense Arce Correia atua como ator, diretor e compositor, trazendo experiência em teatro, dança, poesia e música. Formado pela Escola de Arte Dramática da USP e com licenciatura e bacharelado em teatro pela Anhembi Morumbi, Arce atua profissionalmente desde 1998 e é reconhecido pela personagem de humor Maria Quitéria e pelo musical Alinhavo, baseado em seus textos poéticos.
Artistas, coreógrafos e músicos se unem no Moinho in Concert 2025 para criar experiência única. Foto: Instituto Moinho Cultural Sul-AmericanoNa dança, o coreógrafo Fernando Martins define o processo como “uma travessia poética, sensorial e espiritual, inspirada na antiga trilha do Caminho de Peabirú, que convida a refletir sobre a conexão entre povos, culturas e histórias, entre o sagrado e o cotidiano”. Ele trabalha em diálogo intenso com a Companhia de Dança do Pantanal, formada por jovens artistas locais, cuja entrega tem se transformado em movimento e criação.
Beatriz Almeida, coreógrafa e ex-primeira bailarina do Stuttgart Ballet, referência internacional na dança e madrinha do Moinho Cultural, integra o elenco, garantindo qualidade artística e força expressiva às coreografias. A flautista Celina Charlier acrescenta paisagens sonoras que dialogam com o tema do espetáculo.
Mais de 500 artistas participam da montagem, incluindo orquestra ao vivo, bailarinos, crianças e jovens atendidos pelo Instituto, além do Coral de Santa Cruz/BO. O Moinho in Concert 2025 se estrutura a partir da analogia entre a travessia ancestral e os jogos de amarelinha, explorando figuras como a caracol e a cruzada, símbolos de autoconhecimento, pertencimento e superação.
A estreia será realizada em dezembro, em Corumbá, celebrando arte, memória coletiva e criatividade que conecta gerações e territórios. Um espetáculo colaborativo que resgata saberes tradicionais e reinventa a tradição por meio da arte contemporânea, convidando cada espectador a trilhar seu próprio caminho até o céu.*Com informações da Assessoria do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano.
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