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Violência: um mal de saúde pública

08 abril 2016 - 10h50Gesiane Medeiros
O IV Encontro da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência Doméstica, ocorrido no Tribunal do Júri da Comarca, nesta quinta-feira (7), levantou dados e apontamentos de profunda reflexão. Um deles é o tratamento da violência como assunto de saúde pública. Segundo registros da secretaria de saúde do município, dos 1055 casos atendidos em Corumbá no ano de 2015, 684 são contra mulheres. A violência é considerada pelo Ministério da Saúde a terceira maior causa de morte no país. Segundo Lielza Molina, palestrante e integrante do Núcleo de Prevenção à Violência da Secretaria Municipal de Saúde, os altos índices de morte por violência fez o Ministério, em 2005, começar a ver o assunto como um mal a ser tratado também pela saúde, até então, o assunto era apenas de Delegacia. Em Corumbá o Núcleo foi criado em 2008. Os números de 2015 apontam que os tipos de violência mais frequentes são: sexual (45); Lesão auto provocada, suicídio (68); Psicológica (148); Negligência e abandono (408) e Violência Física (447). Lielza afirma ainda que os registros aumentam no início do mês e em datas festivas, “acredita-se que um dos fatores que mais influenciam o ato da violência contra a mulher é o consumo excessivo de álcool”. A secretaria municipal de saúde atende a todas as vítimas de violência e realizam acompanhamento por pelo menos seis meses. “As pessoas têm a ilusão de que só se deve ir para o posto médico quando estiver com lesão corporal, quando na verdade o fator psicológico e emocional também é levado em consideração, acreditamos que a realidade seja muito maior do que os números indicam, mas aos poucos as pessoas estão tomando conhecimento de que devem procurar ajuda médica”.Fortalecimento da Rede de Combate à Violência O objetivo da encontro é veicular todas as autoridades e órgãos que de alguma maneira contribuem para o combate à violência contra à mulher. Neste IV encontro realizado pela Rede, foi possível reunir O CRAM (Centro de Atendimento à Mulher em Situação de Fronteira de Corumbá), Assistência Social, Defensoria Pública, Poder Judicial, a Delegacia da Mulher, o CRAS, o CREAS, entre outros, “O objetivo é que disseminar entre os envolvidos no assunto como trabalhar em conjunto, discutir a realidade da região, estudar casos, e definir estratégias”, diz Rosiene do Espírito Santo Mauro, coordenadora do CRAM. O CRAM atende pelo menos 35 casos de violência contra a mulher todos os meses na cidade, o que dá uma média de mais de um caso por dia. Somente este mês de abril, três casos de violência sexual já foram registrados. Rosiene, explica que a rota de combate à violência contra a mulher inicia na Delegacia, “lá é o primeiro lugar onde a vítima deve procurar, a partir desse contato, ela será encaminhada para os outros órgãos que compõem a Rede, para que ocorra uma assistência mutua”.Serviço: Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo 180 O CRAS atende pelo telefone 3907-5479        

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