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“Violência contra a mulher é uma das nossas prioridades”, diz Luciana Azambuja

16 março 2016 - 13h45Gesiane Medeiros
De passagem por Corumbá, por conta da Roto do Desenvolvimento, que acontece até esta quinta-feira (17), Luciana Azambuja, Subsecretária de Estado de Políticas Públicas para Mulheres, cedeu entrevista ao Capital do Pantanal e explorou o tema mais trabalhado pela subsecretaria, a violência contra a mulher no Estado, que ocupa a 9° posição no mapa de violência no Brasil. Luciana explica que a subsecretaria tem de quatro a cinco eixos, mas que prioritariamente trabalham no enfrentamento contra a violência, na autonomia econômica da mulher e na educação não sexista e inclusiva. Os demais são voltados para o atendimento as mulheres do campo e também para a saúde da mulher, que também envolve a violência. “Nos últimos três anos caímos duas posições no ranking de Estado mais violento, antes éramos o 5° e agora somos o 9°, o que é muito bom, mas nosso sonho é ficar nas últimas posições. Para isso, nossas estratégias são baseadas no desenvolvimento de ações preventivas, através de rodas de conversas, palestras em escolas e bairros. Acreditamos que educando e dando conhecimento as mulheres, meninas e homens, elas estarão empoderadas de seus direitos. Existem mulheres que ainda não tem percepção da violência que sofrem, seja no trabalho quando o chefe a humilha ou até mesmo em um coletivo”, ressalta a subsecretária. “Um dos questionamentos que faço é se será que realmente somos o Estado com mais casos de violência e por isso aparecemos, ou somos o que tem mais mulheres encorajadas a denunciar?”, questiona Luciana. O atual governo está no comando a pouco mais de uma ano, e para Luciana o tempo é curto para perceber mudanças oriundas de anos de submissão feminina, “não vamos mudar o conceito de patriarcado e machismo em um único mandato, por isso lutamos tanto para que as mulheres ocupem cargos de poder e decisão, para que naturalmente elas deixem de ser vistas pela sociedade como um ser submisso ao homem, para que a desigualdade de gênero realmente seja coisa do passado”, diz Luciana. Segundo a subsecretária, uma das frentes mais utilizadas para obter a diminuição da violência contra a mulher e a autonomia feminina é a educação, a disseminação dos direitos femininos e a forma como agir em momentos de violência dá condições de mudança a uma pessoa, bairro e até cidade. Em Campo Grande, o governo estado junto ao município e governo federal, disponibiliza a Casa da Mulher do Brasil, que concentra todos os órgãos necessários para que a mulher esteja amparada no momento da violência. Na capital também tem o Centro Especializado de Atendimento à Mulher, que proporciona atendimento clínico continuado as mulheres para superem verdadeiramente o trauma. Luciana afirma que no dia 8 de março, dia internacional da mulher, o governo lançou um programa em parceria com a Funtrab (Fundação do Trabalho), para subsidiar capacitação profissional as mulheres vítimas da violência. “Através do centro de atendimento à mulher, vamos encaminhar as vítimas dessas para que elas façam cursos de qualificação, com ajuda de custo para transporte. O projeto piloto terá duração de seis meses e acontecerá em Campo Grande, após a qualificação elas serão encaminhadas para vagas no mercado de trabalho. Dando certo o programa será estendido para o interior e a partir de outubro teremos um dado estatístico. O objetivo é ir além da além da capacitação, é uma devolver a auto estima a essas mulheres”, explica Luciana. Outra notícia é que a Funtrab está estudando a liberação de uma linha de crédito para mulheres em situações mais graves, aquelas que não tem família nem para onde se refugiar, e por isso se mantém juntas ao agressor. “Acredito que as mulheres tem um papel muito importante no desenvolvimento econômico da cidade, administramos muito bem as adversidades, nós mulheres aprendemos desde cedo a aproveitar os recursos que tem dentro de casa, e carregamos isso para a vida empresarial. Para nós a oportunidade de participar de eventos como este, é justamente para deixar reflexões, porque ainda hoje, em 2016, as mulheres que ocupam cargos e profissão vistas como masculinas são tão discriminadas, porque as mulheres só tem credibilidade quando são cabelereiras e vendedoras de sapatos, e não, são quando donas de um posto e gasolina ou mecânica de caminhão, por exemplo.  

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