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terça, 21 de setembro de 2021
Expresso Mato Grosso - Junho
Geral

SINTERCOM/MS manifesta repúdio a Uniderp-Anhanguera de Campo Grande

21 dezembro 2020 - 11h02Sindicato dos Radialistas e Publicitários Profissionais do MS

A Diretoria Colegiada do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão, Televisão, Publicidade e Similares do Estado de Mato Grosso do Sul – SINTERCOM/MS, vêm à público, manifestar profundo repúdio e indignação, dos fatos (que tomamos conhecimento), praticados pela Universidade Anhanguera UNIDERP, em Campo Grande – MS, no que tange a relação de trabalho e ambiente organizacional, do setor de Produção (NEAD) e os profissionais Radialistas, trabalhadores da instituição. Além de atitudes antissindicais, desrespeito à Legislação Trabalhista (Lei Federal N° 6.615/78) e situações de assédio moral, que são inadmissíveis, diante da magnitude de uma instituição de ensino, como o Grupo KROTON EDUCACIONAL, agora (COGNA EDUCAÇÃO).


Relatamos que, a Anhanguera UNIDERP, contrata RADIALISTAS, transmite seus canais (em circuito fechado de TV), celebra Acordos Coletivos com o Sindicato da categoria (Sintercom/MS), mantém estrutura e equipamentos de TV, registra em carteira, funções que estão presentes na Legislação Específica, explora serviços de radiodifusão em sua totalidade e de forma descabida, tenta a todo custo, desqualificar a Lei, a ordem e a Justiça, que norteia uma profissão.


Esclarecemos ainda que, este Laboral, em 2006, teve que pleitear na Justiça, o reconhecimento, por parte da IES, dos trabalhadores RADIALISTAS, como categoria diferenciada, conforme demandou a Ação Declaratória (Processo nº 00874-2006-003-24-00-9), movida contra a Anhanguera UNIDERP, onde a mesma admitiu (na ocasião), que criou a TV Pantanal, filiada a ABTU (Associação Brasileiras de Televisão Universitária)., a UNIDERP Interativa, e nelas, mantém trabalhadores que se enquadram na Lei 6.615/78.


Respeitar a legislação e categoria diferenciada, não é apenas uma obrigação por Lei, mas, esperamos como sociedade, atitude correta de uma Universidade, que faz a formação de profissionais, para o mercado de trabalho e cumpra as normas e leis específicas.


Ao longo dos anos, esta Entidade Classista, tentou negociar várias questões preponderantes, para avanços e benefícios da categoria, onde foram sumariamente ignoradas pela universidade. Não podemos ficar calados, ao sabermos que, profissionais sofreram retaliações e tratamento fora dos padrões harmônicos e morais, que norteiam as relações trabalhistas, tudo isso, dentro de um ambiente educacional. A instituição é muito rápida para mobilizar advogados, na desconstrução de normas trabalhistas, mas, muito morosa para resolver conflitos internos, que poderiam ter sido evitados e transformadas em demandas judiciais.


O ápice do descaso e desregramento das normas trabalhistas, foi quando a IES desligou nossos representados, via telefone, sem nenhuma justificativa plausível. Nesse ponto, queremos destacar o brilhante trabalho, realizado pelo MPT-MS, que em pleno pico epidemiológico, convocou os trabalhadores, em suas dependências, para uma oitiva e mesmo diante da atitude louvável do Insigne Ministério Público e determinações do mesmo, a instituição educativa mais uma vez fez descaso velado e demandando justificativa descabida e improcedente.
Façamos saber que, a Anhanguera UNIDERP tentou justificar que, com o encerramento dos trabalhos do NEAD (Setor de produção em Campo Grande-MS), precisou demitir os trabalhadores, mas, sabemos, na verdade, que todos os profissionais do setor foram alterados para regime de Home Office.


É público e notório que, a TV Pantanal e Rádio Uniderp FM, estão em pleno funcionamento, inclusive com profissionais RADIALISTAS, em seu quadro funcional.
Por hora parte dos nossos representados foram reintegrados nas funções, por justa e sábia decisão da justiça. Queremos acreditar que, esta questão já está superada pela IES, mas, diante dos acontecimentos não nos surpreenderia se a instituição fechar todos os locais, que os trabalhadores foram remanejados, evidenciando com isso uma nova tentativa de retaliação e dificultar a volta dos mesmos. Nesse caso, insta evidenciar que comunicaremos a justiça e publicitaremos os fatos!!!


A pandemia não pode servir de subterfúgio para justiçar decisões intransigentes e errôneas administrativamente, temos que evoluir e nos prepararmos para as mudanças e os desafios que vem pela frente, sem cometermos excessos, injustiça e desregramentos trabalhistas.
Enfim, a Anhanguera UNIDERP, teve um papel muito importante, no desenvolvimento do ensino em nosso Estado, mas, temos observado que, ao longo do tempo, esta se perdendo nas profundas mudanças administrativas e organizacionais, que insistem em infringir a Lei, comprometendo sua história, como empresa e instituição. Esperamos de uma Universidade, atitudes e condutas exemplares, que possam ser seguidas, por nossa sociedade.
Radialistas. Valorização e trabalho!!!



Rose Aparecida Borges Ferreira, Presidente e DIREÇÃO COLEGIADA

 

 

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