Menu
quinta, 15 de abril de 2021
Ambiental MS Pantanal - Aegea
MOBILE - Ambiental MS Pantanal - Aegea
Geral

“Se o bebê mexe, ela quer morrer”: o drama da menina grávida do pai

03 setembro 2018 - 10h01Campo Grande News

Uma vontade de morrer a cada vez que o filho mexe na barriga. A triste realidade é de uma menina de 12 anos que encara uma gestação triste sobre qualquer viés: foi estuprada pelo pai, engravidou, vivencia uma gravidez de risco e pensa em se matar.

Na sexta-feira (dia 31 de agosto), o pai, um homem de 36 anos, foi preso em Anastácio, a 135 km de Campo Grande, pela violência sexual. Ele confessou o crime e tentou justificar que a filha consentia. Da delegacia de Polícia Civil foi para o presídio.

Conforme o advogado José Belga Trad, consultado pela reportagem, o aborto legal é previsto no artigo 128, inciso II, do Código Penal. A legislação prevê que não se pune aborto praticado por médico “se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal”. Em Anastácio, a intenção é que a criança vá para a adoção.

De acordo com a coordenadora do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) de Anastácio, a assistente social Débora do Carmo, a menina fez ultrassom na última quinta-feira. Não foi possível saber o sexo, o bebê se desenvolve bem, mas dentro de um corpo pequenino, que ainda não estava pronto para uma gestação. Segundo Débora, toda vez que o bebê mexe, a menina externa a vontade de morrer.

A intenção é que, após o parto, ela não tenha mais contato com o bebê, que será encaminhado para a adoção. “O relatório vai pedir ao juiz para não ter contato com a criança”. Agora, a menina mora com uma familiar e recebe acompanhamento psicológico.

Com muitas crianças, a família já era acompanhada pela assistência social por motivo de negligência, pois os pais são alcoólatras. Inclusive, com os filhos sendo acolhidos enquanto os pais se tratavam. Depois, voltaram ao convívio familiar.

“São acolhidos, trabalha a família e voltaram para a casa. A assistência social trabalha pelo fortalecimento do vínculo. A gente tem que acreditar no ser humano, principalmente pai e mãe”, afirma. A menina cuidava dos irmãos mais novos e o Creas interveio por questão de negligência.

A garota tem compleição física de 9 anos, o baixo crescimento é mais um resultado da pobreza e alimentação precária. Em termos mais exatos, é uma menininha, mirradinha, pequeninha e que, no meio de tanta tristeza, se encantou por uma boneca na sala da psicóloga.

Deixe seu Comentário

Leia Também

RODOVIA
Vereador reivindica melhorias na BR 262, entrada para o Morro do Urucum
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Vale Universidade divulga lista de pré-habilitados e convoca para nova etapa
GERAL
Azambuja diz que MS cumpre papel no combate à Covid e não tem medo de CPI
Dia da Conservação do Solo
Sistemas agroflorestais biodiversos conservam e melhoram a qualidade do solo
Ação solidária contra a Covid-19:
Primeiro lote de medicamentos para intubação chega hoje ao Brasil
ATROPELAMENTO
Idoso é atropelado na Porto Carreiro e fica ferido
GERAL
Mulher fica ferida após cair da moto no Maria Leite
GERAL
Garagem Lanchonete inaugura filial em Ladário e traz variedades no cardápio
GERAL
PGE integrará o Observatório Estadual da Nova Lei de Licitações
ESPORTE
Prefeitura cria grupo de trabalho para preservar memória esportiva de Corumbá

Mais Lidas

CAPTURA DE ANIMAL
Jibóia é encontrada dentro da sala de residência em Corumbá
POLICIAL
PF prende três pessoas por tráfico de drogas e apreende 245kg de maconha em MS
ACIDENTE DE TRÂNSITO
Colisão de carro e moto deixa jovem ferido no Dom Bosco
SAÚDE
Corumbá inicia imunização contra a Covid-19 da população ribeirinha do baixo Pantanal