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Promotor do Gaeco é alvo de especulação em mídia da Capital, mesmo durante recesso e férias

24 dezembro 2015 - 21h29
O promotor de justiça Marcos Alex, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, foi alvo de noticiário especulativo por parte da imprensa da Capital. O MP-MS, Judiciário e OAB encontram-se de recesso forense, e o promotor Marcos Alex, de férias. O promotor ficou conhecido por chefiar várias investigações que tiveram repercussão nacional, como casos de pedofilia, exploração sexual envolvendo políticos do Estado, e ainda forte combate a corrupção em prefeituras. Recentemente, o promotor concluiu relatório de investigação criminal no PIC 18/2015 que apurava a compra de votos de vereadores de Campo Grande quanto à cassação do prefeito Alcides Bernal. Bernal foi eleito em 2012 com ampla vantagem sobre o concorrente Edson Giroto, que era apoiado pelo grupo político do PMDB, inclusive com apoio do ex-prefeito Nelsinho Trad e o governador na época André Puccinelli. Compra de votos de vereadores A vitória de Alcides Bernal veio colidir frontalmente contra os interesses políticos adversários, e isso chegou ao ponto de vereadores cassarem o mandado de Bernal, em março de 2014 com votação de 23 vereadores pela cassação e apenas três contra. Bernal acabou retornando a Prefeitura em agosto de 2015 após reviravolta na política de Campo Grande. Investigações da Polícia Federal indicaram fortes indícios de que a cassação de Alcides Bernal foi movida por um golpe político criminoso. A Polícia Federal compartilhou a investigação da denominada Operação Lama Asfáltica e encaminhou ao Ministério Público Estadual, que, por meio do Gaeco, chefiado por Marcos Alex, investigou vários crimes de corrupção ativa, passiva e associação criminosa, além de comprovar que a cassação de Bernal ocorreu de forma ilegal. Relatório do Gaeco O promotor de justiça Marcos Alex indicou em seu relatório a participação criminosa de vários vereadores e empresários na cassação de Alcides Bernal. O promotor afirmou que realmente houve associação criminosa de pessoas que se uniram por interesses econômicos para tirar a força o mandado de Bernal. Foram indicados como coautores dos delitos as seguintes pessoas: João Amorim, João Roberto Baird, Fábio Portela Machinsky e Carlos Eduardo Naegele (jornal Midiamax), o ex-governador André Puccinelli (PMDB); o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB),  Gilmar Olarte, vereador Mário Cesar, vereador Flávio Cesar (PTdob), vereador José Airton Saraiva (DEM) e ainda Raimundo Nonato e Luiz Pedro Guimarães. No relatório, Marcos Alex ainda informar que haverá diligências complementares contra outros autores, inclusive vereadores. Nesta quinta-feira (24), véspera de Natal, a mídia da Capital publicou reportagens sobre a suposta queda do promotor Marcos Alex da coordenação do Gaeco, inclusive apontando possíveis intrigas com o procurador-geral de Justiça Dr. Humberto Matos Brittes. Apensar do recesso forense e nenhuma publicação oficial, a imprensa da capital deu início à publicação de matérias sobre a suposta saída do promotor da coordenação do Gaeco, porém no site do MPE-MS não há qualquer informação oficial sobre as notícias veiculadas. O Capital do Pantanal tentou contato com o promotor, Marcos Alex, e com o chefe do MP, Humberto Brites, mas não obteve resposta até o final do fechamento desta matéria, já que todos estão de recesso forense ou férias. Verifique alguns dos títulos de matérias publicadas:
  • “Relatório da Coffe Break derruba chefe do Gaeco”
  • “Após pressão, Marcos Alex deixa comando do Gaeco”
  • “Relatório da Coffe Break derruba promotor do comando do Gaeco”
  • “Coordenador do Gaeco é afastado por investigar parentes de Procuradores do MP”
  • “Relatório fajuto e insubordinação derrubam Marcos Alex do Gaeco”.
     

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