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Governo do Estado - Campanha de Março
Geral

PMs protestam por 12 horas para conseguir reajuste salarial

24 maio 2016 - 10h30Sylma Lima
Policiais Militares se concentraram nesta manhã de terça-feira,24 de Maio , em Corumbá, na Rua Frei Mariano entre 13 de Junho e Dom Aquino, em protesto por melhorias salarias e equipamentos de segurança. O Capital do Pantanal entrou em contato com o Tenente Coronel Alírio Vilassanti em Campo Grande, onde estão concentrados na Praça Ary Coelho, e o oficial disse que o governo do Estado precisa negociar as perdas inflacionárias da categoria que passam de 11%, adquirir viaturas, armamento suficiente para o contingente, coletes a prova de balas e outros itens de segurança, “ temos mais de seis mil policiais em todo Estado que trabalham em condições precárias e ainda sofrem com as perdas salariais. Se o governo não resolver essa situação a “ mobilização” vai continuar” , disse Vilassanti explicando que o armamento anunciado nesta segunda-feira pela secretaria de segurança pública é insuficiente. Na tarde desta segunda-feira,23, uma nota foi enviada a imprensa anunciando a paralisação por 12 horas, “ mas se não houver acordo, continuamos” .O protesto acontece em todo Estado. Confiram na nota a reivindicação da categoria:“ As Associações de classe da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul vem a público manifestar a mais profunda insatisfação com a forma como vem sendo conduzidas as negociações salariais de nossas categorias pelo Governo do Estado. Nossos policiais e bombeiros militares executam diariamente uma das mais difíceis e árduas atribuições do serviço público: proporcionar segurança e tranquilidade à sociedade, mesmo diante de todas as necessidades estruturais que enfrentam no dia a dia e com o risco da própria vida. Nossos Policiais e Bombeiros lidam diariamente com as mais diversas necessidades, que vão desde as mais elementares, como a falta de material de escritório e de higiene, passando pela administração de quartéis sucateados e inadequados, até a falta de equipamentos de proteção individual. São inúmeros coletes balísticos vencidos, viaturas sem manutenção adequada  que  constantemente quebram e muitas vezes precisam ser consertadas com apoio dos próprios policiais e de comerciantes locais, que preferem arcar com pequenos custos de consertos rápidos a deixá-las paradas por longo tempo aguardando a liberação dos recursos públicos . Policiais Militares e Bombeiros do nosso Estado dão o próprio sangue se desdobrando em escalas de serviço severas e completamente exaustivas para que a sociedade não seja prejudicada com a ausência da força pública nas ruas. Os Quartéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros só não fecham seus portões graças a excepcional capacidade de gestão administrativa e operacional de nossos Oficiais e graças a dedicação integral de nossos praças. Conseguimos, mesmo com todas as dificuldades apresentadas, interromper a escalada crescente da criminalidade, fazendo com que o MS em 2015 ocupasse o  segundo lugar no país, dentre os Estados com menor número de homicídios  dolosos. A par disso, lamentavelmente, o Senhor Governador do Estado não vem reconhecendo os esforços desses bravos heróis e tão pouco o importante papel que exercem na Segurança Pública e o seu relevante papel social. Bombeiros e Policiais Militares de MS estão sem reajuste salarial desde dezembro de 2014 e neste ano e até o presente momento o Governador sequer recebeu nossos representantes para a negociação salarial. Seus interlocutores se resumiram a oferecer como proposta para nossas categorias o pagamento de um ilegal abono de R$ 200,00 (duzentos reais) “esquecendo-se” que a reposição do índice inflacionário é obrigação constitucional de todo Governante. Seus assessores deveriam saber que abono não é aumento, muito menos reposição inflacionária. Constitucional é que todos os trabalhadores recebam anualmente pelo menos a reposição do índice inflacionário para que não haja o achatamento de seus vencimentos. Não suportamos mais e não podemos mais ficar inertes diante do profundo desprezo demonstrado pelo senhor Governador com nossos Oficiais e Praças, em razão disso, no dia 24/05/2016, terça-feira, realizaremos um “Dia de Alerta” para o Governo do Estado, ou seja, em um período inicial de 12 horas, só atuaremos no exato limite de nossas atribuições preventivas e dentro das condições que nos são disponibilizadas pelo Estado. Desta forma, viaturas que não estejam rigorosamente adequadas às normas legais vigentes e que só rodam por causa do voluntarismo de nossos profissionais, serão paradas. Nossos policiais e bombeiros militares não mais usarão coletes balísticos vencidos, expondo-se desnecessáriamente ao risco. Não atenderão demandas que não sejam claramente afetas à nossa missão constitucional. Lamentamos profundamente que o Governo tenha deixado os fatos chegarem a esse extremo, mas precisamos zelar pelas condições de trabalho e pela qualidade de vida de nossos policiais e bombeiros militares que cuidam e protegem a sociedade sulmatogrossense mesmo com o risco da própria vida. Esta não é uma ação que visa meramente a aplicação da correção inflacionária e reajuste salarial, mas um movimento que exige melhores condições de trabalho, equipamentos de proteção individual, reconhecimento e valorização profissional por parte do senhor Governador do Estado” . A nota foi assinada pelos seguintes órgãos ligados à Segurança Pública: Associação dos Oficiais Militares Estaduais de MS – AOFMS Associação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso do Sul – AOCBMMS. Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais oriundos do quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do Estado de Mato Grosso do Sul – ABSSMS. Associação dos Subtenentes e Sargentos Bombeiros Militares do Estado do Mato Grosso do Sul – ASSBM/MS Associação de Praças Bombeiro Militar – APBMMS Associação dos Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul- ASPR  

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