Menu
sexta, 14 de maio de 2021
Andorinha - Maio
Andorinha - Maio
Geral

Pesquisadores senegaleses chegam ao Brasil para estudar Zika

09 janeiro 2016 - 06h31Portal Terra
Um grupo de pesquisadores do Instituto Pasteur, de Dakar, no Senegal, que estuda o vírus Zika, chegou ao Brasil nesta semana para auxiliar a força-tarefa de cientistas do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) que se dedicam ao mesmo assunto. Liderada por Amadou Alpha Sall, a equipe senegalesa tem experiência de mais de 15 anos no estudo do vírus e também participou do combate ao ebola no Oeste da África. O objetivo é transferir experiência e treinar os pesquisadores brasileiros, que devem ser multiplicadores, para agir em caso de surtos de Zika. Eles permanecem no país até o dia 19. Segundo o coordenador da Rede Zika, Paulo Zanotto, que é e pesquisador do ICB, o grupo brasileiro trabalha nas áreas de entomologia, virologia e imunologia e os senegaleses vão colaborar para o estabelecimento de técnicas de isolamento e cultivo do vírus, na implantação de testes de diagnóstico molecular e sorológico e na relação do vírus com os vetores, a infecção no sistema nervoso e a microcefalia. “Tudo agora é prioridade: diagnóstico, acompanhamento de grávidas, entender a biologia do vírus, ter a parte de entomologia encaminhada, o controle de vetores extremamente intensificada. Nossa prioridade é tentar evitar que crianças nasçam com problemas de má formação. A detecção molecular já está funcionando e a sorológica já teve resultados interessantes”, disse Zanotto. Os pesquisadores estudam ainda a relação do Zika com a microcefalia. Na opinião de Zanotto, neste momento, é interessante e mais seguro partir do pressuposto de que tal associação pode ter uma base causal. “Para lidar com o risco, não podemos simplesmente esperar que se estabeleça reação causal do vírus com a microcefalia. É muito mais sábio assumirmos isso como uma hipótese de trabalho e nos organizarmos para conter o vírus. E, como não temos vacina contra ele, o fundamental é o controle de vetores”, afirmou o pesquisador. Zanotto explicou que a equipe também testará hipóteses levantadas em trabalhos anteriores sobre as diferenças e semelhanças entre o vírus que está no Brasil e o africano. “Vamos testar esses vírus e compará-los no contexto de infecções em células nervosas, macroencéfalos humanos e em camundongos. Esses estudos são importantíssimos para estabelecer a relação entre o vírus e a microcefalia.” Segundo Zanotto, os pesquisadores estão fazendo o melhor possível para que a população esteja preparada para o verão, período em que há mais proliferação dos mosquitos transmissores, mas ainda não é possível prever quais serão os resultados ao final da estação.  

Deixe seu Comentário

Leia Também

SAÚDE
Lote com 5,7 milhões de doses de vacinas começa a ser distribuído
POLÍTICA
Iunes aceita convite do Podemos
VOLUNTARIADO
Confeiteiros Solidários realizam Campanha do Agasalho para o Voluntários no Caminho
POLICIAL
PF prende quatro pessoas e apreende 180 kg de cocaína em MS
GERAL
Em Corumbá condutor tem veículo removido por transporte clandestino
GERAL
Detentas bolivianas em Corumbá recebem assistência de Consulado
ESPORTE
Curso de "Treinamento Esportivo no Contexto Escolar" vai ser realizado de 28 a 30 de maio
EDUCAÇÃO
Inep define cronograma do Censo Escolar da Educação Básica 2021
ESPORTE
Bia Cavassa visita Secretaria Nacional do Esporte e busca apoio para MS
GERAL
Bia Cavassa e vereadores visitam sede da Sudeco

Mais Lidas

POLICIAL
PF prende quatro pessoas e apreende 180 kg de cocaína em MS
POLICIAL
PM apreende droga, plantas de maconha e prende autor de tráfico
POLICIAL
PM evita suicídio de homem, e o prende após violência doméstica
POLÍTICA
Iunes aceita convite do Podemos