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Para oficializar amor de pai e filha, Ronaldo adota Kelly após 40 anos

19 junho 2018 - 10h54Midiamax

A designer de interiores Kelly Cristina Ferreira, de 41 anos, saiu cedinho de casa nesta terça-feira (19) para visitar o pai, o contador aposentado Ronaldo Stoeterau, de 82 anos. O objetivo do encontro era para que, juntos, saíssem de casa para formalizar no papel o amor de pai e filha que há quase 40 anos dispensam um ao outro.

Ronaldo não é pai biológico de Kelly, mas desde que entrou na vida da esposa, dona Angela Maria Ferreira Stoeterau, decidiu abraçar a paternidade da menina, então com apenas dois anos. A relação familiar só cresceu e se fortificou, até o ponto em que Ronaldo interpelou Kelly e pediu para formalizar a paternidade.

“Foi um momento lindo. Ele que chegou até mim e falou: ‘olha, precisamos registrar você, né?’. Eu fiquei emocionada, porque não passava pela minha cabeça esse desejo dele. E depois disso, só esperamos uma oportunidade para incluir o nome dele no meu registro de nascimento”, conta a designer.

A oportunidade, no caso, ocorreu na manhã desta terça-feira, junto à Justiça Intinerante, onde em poucos minutos, Kelly e Ronaldo passaram a ser filha e pai oficialmente. Sem custo, Kelly teve a inclusão de paternidade no registro de nascimento e ganhou direito de, gratuitamente, também incluir o nome de Ronaldo como avô na certidão de seus filhos. Todos as certidões serão alteradas em até 30 dias, segundo a Justiça Intinerante.

Se fosse a um cartório, além dos custos, haveria toda uma burocracia com prazos que estenderiam a situação. “A Justiça Itinerante foi uma ótima para nós. Já sou oficialmente filha do meu pai”, brinca Kelly.

“Foi muito emocionante. Eu tenho muita gratidão por tê-lo como pai. Ele foi o pai que Deus escolheu pra mim, um pai excelente, diante de tantas situações que a gente vê de maus tratos, de abuso sexual… Meu pai me deu estudo, deu tudo que eu precisava. É um exemplo de caráter, não tenho palavras para descrevê-lo”, relata Kelly, emocionada.

“Ter o reconhecimento de paternidade com certeza muda alguns sentimentos em relação a rejeição que sofri na infância”, completa.

“Importante para mim também”

À reportagem, Ronaldo fez questão de reforçar que surgiu dele o desejo de registrar Kelly. “Partiu de mim. Ela não tinha pai no registro, então resolvemos atualizar para botar em dia. Eu me sinto muito bem de fazer isso para ela, mas é muito importante para mim também”, conta o contador, que já havia adotado, no passado, uma filha de seu primeiro casamento.

Na união com dona Ângela, Ronaldo foi pai biológico de Rita e de Ester, que nasceram após Kelly. “Mas eu sempre olhei para ela como uma filha. Só faltava mesmo o registro. Não gosto de nada sem formalizar”, conta o aposentado, como bom contador que é.

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