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Órgãos ambientais investigam origem de lixo descartado em pleno Pantanal

11 janeiro 2016 - 08h38Redação
A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul localizou neste final de ano, cerca de duas toneladas de lixo descartado de forma ilegal às margens do Rio Paraguai, na foz do Rio Abobral, próximo ao Porto da Manga. O caso está sendo investigado e a suspeita é que seja de algum empreendimento da região, já que, no meio do material, foi encontrado entulho proveniente de construção. O lixo foi trazido neste sábado para Corumbá, em uma embarcação viabilizada por meio de uma parceria estabelecida com a Prefeitura de Corumbá (Fundação de Meio Ambiente do Pantanal) e pelo Instituto Homem Pantaneiro/ Rede de Proteção da Serra do Amolar. O material chegou à tarde no Porto Geral, região da prainha, e o transporte teve suporte da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos do Município que deu destinação adequada ao material. A diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, vice-prefeita Márcia Rolon, acompanhou a chegada da embarcação e destacou o trabalho dos policiais ambientais que, além da fiscalização da pesca predatória e as ações relacionadas a este período de piracema, estão também atentos a outros crimes ambientais. “Este é um crime ambiental gravíssimo. O lixo foi descartado de forma ilegal em pleno Pantanal e se não fosse descoberto pelos policiais, poderia causar danos irreparáveis ao meio ambiente”, disse, lembrando que, com as chuvas, os rios estão enchendo, e este lixo poderia ir direto para o Rio Paraguai. O crime já está sendo investigado pela Polícia Militar Ambiental com total apoio da Fundação de Meio Ambiente. Segundo o comandante do destacamento da PMA em Corumbá, capitão Cleiton Douglas da Silva, o lixo foi descoberto durante operações da guarnição no final do ano, e recolhido agora com apoio da Fundação de Meio Ambiente e do IHP/ Rede de Proteção da Serra do Amolar. O caso está sendo investigado. Já se sabe que ele foi descartado na foz do Abobral com o Paraguai, com auxílio de uma embarcação, já que não há estradas na região. O comandante informou ainda que para este tipo de crime ambiental, a multa fica entre R$ 5 mil e R$ 50 milhões, além de pena de até cinco anos de reclusão para o responsável. “Estamos investigando para saber a origem desse lixo e punir os responsáveis”, concluiu.

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