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Servidores do Posto Esdras lamentam baixo efetivo no dia nacional de combate ao contrabando

03 março 2016 - 14h44Gesiane Medeiros
Nesta quinta-feira (3) o Brasil coloca em discussão a facilidade de contrabando nas fronteiras, por onde todos os anos, milhões de toneladas de produtos saem e entram do país aproveitando a fragilidade da segurança. No posto Esdras, localizado na fronteira entre Corumbá e Bolívia, uma das principais entradas de droga e produtos falsificados no Estado, o efetivo de servidores é baixo, apenas oito. O número reduzido de profissionais e a não valorização da categoria, é apontado pelos servidores, como um dos principais fatores que impedem um combate mais efetivo. O Capital do Pantanal conversou com o auditor fiscal Hermano Toscano, do posto Esdras em Corumbá, onde no ano de 2015 ocorreram mil apreensões de mercadorias e 55 de veículos roubados, segundo o auditor, 85% das apreensões do posto são de roupas falsificadas.Há anos, o baixo efetivo e a falta de incentivo salarial é reivindicado pelos servidores. Hermano Toscano, afirma que o posto Esdras possui, além dos oito servidores locais, cinco vindos de outros municípios, através do Plano de Vigilância e Repressão (PGR), onde ocorre um tipo de intercâmbio entre as unidades. “De 15 em 15 dias, recebemos cinco colaboradores de outras unidades da Receita para contribuir com o trabalho”, afirma Hermano. Segundo o servidor, desde 2013, a Lei Federal n° 12.855 foi instituída, mas até hoje não funciona. A Lei da Indenização de Fronteira visa uma gratificação financeira para os servidores do executivo federal que trabalham nas regiões consideradas de risco. “A falta desse incentivo é um dos motivos para a evasão de servidores, muitos desistem de trabalhar na fronteira e pedem transferência, porque trabalham em um local relativamente mais perigoso e não recebem nada além por isso”, relata Hermano. O posto Esdras funciona 24 horas por dia, os sete dias da semana e trabalha em duas frentes, diretamente na fronteira, com abordagem a veículos e pessoas, ou em operações secundárias dentro o município, que podem ser realizadas exclusivamente por servidores da instituição ou em conjunto com alguma outra força de segurança da cidade. Em Campo Grande Na capita, o dia nacional de combate ao contrabando, será lembrado com a exibição de um estudo desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDSF), na sede da Receita Federal. O estudo, “Rotas do crime – Encruzilhadas do Contrabando”, aponta a fragilidade das fronteiras do Estado, que vem se configurando como um dos maiores corredores para entrada de produtos contrabandeados. Autoridades como o governador Reinaldo Azambuja e o secretário de segurança pública, Silvio Maluf estarão presentes na discussão.

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