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“Lei da mordaça” desrespeita a Constituição e será vetada, diz Bernal

06 abril 2016 - 10h23Campo Grande News
O prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) declarou agora cedo que vai vetar o projeto de lei denominado “lei da mordaça”, que orienta aos professores sobre como debater assuntos relacionados à política, religião e sexualidade nas salas de aula. “É um desrespeito à Constituição e aos professores”, argumentou ele. A declaração foi feita durante entrevista ao Jornal das Sete, na Rádio FM UCDB. Bernal disse ainda que o projeto de lei prejudica a formação dos alunos. “É inconveniente e inoportuno nas escolas, que é local de educar nossas crianças e jovens e despertar a consciência cidadã”, comentou o prefeito, acrescentando que o debate sobre política e questões sociais são parte do aprendizado e que não se pode criar uma situação na rede de ensino “que cale a boca do professor”, defendeu. Bernal considera que o projeto de lei, de autoria do vereador Paulo Siufi (PMDB), foi apresentado para desviar a atenção da sociedade em função dos diversos problemas que os próprios vereadores criaram no Legislativo. “Precisamos formar crianças cidadãs e, principalmente, crianças que não aceitam que meia dúzia de pessoas possam prejudicar tanto nossa cidade diante de outros interesses”, enfatizou o prefeito. Durante a entrevista, ele citou que a maioria dos atuais vereadores são investigados pelo MPE (Ministério Público Estadual) e pela Polícia Federal por envolvimento na operação Coffee Break, que descobriu um esquema envolvendo parlamentares e empresários para cassá-lo em março de 2014. Também entrevistado no mesmo programa, um pouco antes de Bernal, o vereador Paulo Siufi já previa que o prefeito iria vetar o projeto. “Se ele for um pouquinho inteligente, ele sancionaria. Mas acredito que não vai aprovar”, afirmou o parlamentar, comentando que se for vetado vai proporcionar a abertura para o debate com a sociedade, o que não foi feito anteriormente. Siufi reconhece que a falta da discussão com a sociedade foi o motivo que causou a polêmica nos diversos segmentos que protestaram contra o projeto no final de semana e que estiveram na Câmara Municipal nessa terça-feira, 5, manifestando contra o que eles consideram “lei da mordaça”, determinando o que o professor deve ou não fazer em relação às temáticas em questão. O parlamentar disse que o projeto surgiu após ser procurado por algumas famílias e pais do movimento “escola sem partido”, que são contrários a algumas políticas públicas que promovem o debate sobre a sexualidade em sala de aula. Siufu citou a “cartilha do kit-gay” que, segundo ele, foi um material elaborado pelo MEC (Ministério da Educação) para “debater a orientação sexual em sala de aula”. Para o vereador, o projeto apenas “relembra o que preconiza a Constituição. O cartaz pede que não seja discutida a política partidária, a orientação sexual e a indução da religião nas salas”, explica Siufi, lembrando que não proíbe falar sobre religião. “Queremos que o professor debata todas as religiões e não tente fazer a indução do aluno para sua religião”, declarou. Conforme Paulo Siufi, apenas 1% dos professores teriam o “desvio de comportamento”, em sala de aula e estariam desrespeitando a legislação e fazendo o debate de induzir aos alunos para questões de política partidária, orientação sexual e religião. “Os professores são preparados e o projeto quer apenas relembrar o que está na Constituição”, garantiu. Para ele, a fiscalização sobre a conduta do professor cabe ao coordenador pedagógico da escola.  

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