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Governo leva alfabetização a usinas, presídios e aldeias

04 maio 2018 - 06h54Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

Com salas de aula montadas em aldeias, presídios e indústrias, o Governo do Estado leva alfabetização a 2.300 pessoas em 26 municípios sul-mato-grossenses. As aulas fazem parte do programa Brasil Alfabetizado, do Governo Federal, que em MS tem sido implantado por meio de parceria com prefeituras e até com setor privado.

“É um programa que visa oferecer cidadania plena à pessoa. Muitos têm vergonha de se declarar não alfabetizados e escondem isso. Alfabetização é inclusão social, ajuda a pessoa a lidar melhor com situações do dia a dia, a se comunicar melhor, a assinar sua própria documentação e ter acesso a melhores empregos”, afirma a coordenadora estadual do Programa pela Secretaria de Estado de Educação (SED), Maria Joana Mareco.

As salas de aula vinculadas ao programa foram instaladas em locais até inusitados, como dentro de uma usina em Sonora onde o setor privado forneceu a estrutura para as aulas e o Estado custeia o corpo docente. Também há aulas sendo oferecidas em diversas aldeias indígenas e três turmas no presídio semiaberto de Paranaíba.

“A Secretaria de Estado de Educação tem apoiado o programa do Governo Federal de alfabetização, atendendo à meta 9 do Plano Estadual de Educação que tem como objetivo elevar a taxa de alfabetização, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir a taxa de analfabetismo funcional, elevando a autoestima e o acesso à cidadania”, destacou a titular da SED, Maria Cecília Amêndola da Motta. 

Turmas são atendidas diretamente pela SED em 26 municípios em parceria com prefeituras; nas demais cidades, o trabalho é realizado pelas secretarias municipais de Educação. Foto: SED

O perfil dos alunos varia, desde jovens a idosos. No primeiro caso, muitos deles procuram a alfabetização para se posicionar melhor no mercado de trabalho. No caso de idosos, além do sonho de aprender a ler e escrever que não puderam realizar antes, há necessidades mais simples como auxiliar netos no dever de casa.

“A ideia é atender na aldeia, nas comunidades, a população carcerária. Hoje temos 154 turmas de alfabetizandos”, explica a coordenadora estadual do Programa. O curso de alfabetização dura oito meses, são 8h semanais com professores que passam por formação específica.

Em 2018, as aulas tiveram início no começo do mês de abril. Os alunos passam por testes cognitivos elaborados pelo Ministério da Educação (MEC) no início e final do processo, do qual saem sabendo ler e escrever.

Novas oportunidades

“Vencendo essa etapa da alfabetização, encaminhamos para que essa pessoa siga com o processo de escolarização”, detalha a coordenadora estadual do Programa.

Após informar ao MEC a situação do aluno que foi alfabetizado, a SED o auxilia a dar sequência no processo de ensino para jovens e adultos.

Além dos municípios atendidos pelo Estado, em dezenas de outras cidades o trabalho também está em funcionamento, coordenado pelas secretarias municipais de Educação. Trata-se de um programa federal em vigor desde 2005. Em 2015, foram 13 mil alunos formados em todo Mato Grosso do Sul. 

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