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Governo Federal veta Médicos Sem Fronteira em aldeias de MS

19 agosto 2020 - 10h34O Jacaré

Apesar de não ter estrutura para conter a pandemia nas aldeias de Mato Grosso do Sul, que já infectou 1.992 e matou 44 índios, o Governo federal vetou a ajuda da organização Médicos Sem Fronteira. Os profissionais começariam a atuar nesta terça-feira (18) em Aquidauana, onde existe apenas um médico para atender 7 mil índios, mas foram barrados pelo secretário nacional de Saúde Indígena, Robson Santos da Silva.

Em ofício encaminhado à entidade, uma das mais atuantes no mundo, principalmente em países pobres e guerras, o secretário agradeceu a ajuda e dispensou o plano de trabalho do MSF. Conforme o cronograma, dez médicos da organização iriam se dividir entre visitas domiciliares e em clínica móvel.

Durante visita às famílias, a equipe seria composta por médico, dois enfermeiros, promotor de saúde, psicóloga e especialista em saneamento. Outro grupo atenderia na clínica móvel dos Médicos Sem Fronteira.

O anúncio da ajuda foi feito no início do mês pelo secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, e foi comemorada pelos índios. De acordo com o cacique Pedro Lulu, só um médico atende 7 mil índios distribuídos nas aldeias de Aquidauana, onde a pandemia segue fora de controle. A taxa de letalidade no município é de 2,65%, quase o dobro da média estadual de 1,7%.

Pandemia nas aldeias

Dos 639 índios infectados pelo coronavírus, 17 morreram. O cacique contou que falta remédio para tratar os doentes e os índios estão recorrendo às raízes para enfrentar a covid-19. Ele considera importante a ajuda dos Médicos Sem Fronteira, que poderão ajuda-los a enfrentar as sequelas da doença e dar apoio psicológico a quem perdeu os parentes. Devido ao risco de contágio, os mortos pelo novo vírus não são velados e são enterrados sem qualquer cerimônia ou ritual.
Município mais atingido pela pandemia, Aquidauana foi acometido pelo surto após solenidade de lançamento da obra de pavimentação do acesso ao Distrito de Taunay pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Até o evento, que reuniu autoridades, deputados estaduais e federais, a cidade estava com a doença sob controle.

A pandemia castiga principalmente os índios terenas. Além de Aquidauana, há surto nas aldeias de Miranda, com 369 casos e seis mortes; Sidrolândia, com 231 casos e três óbitos; Dois Irmãos do Buriti, com 132 casos e cinco mortes; e Anastácio, com 57 casos e quatro mortes. Com três aldeias urbanas, Campo Grande já confirmou 117 casos positivos e quatro mortes de indígenas.

No ofício encaminhado à organização não-governamental MSF, Robson Silva pede que os dez médicos da entidade fiquem confinado no posto de saúde da Aldeia Aldeinha, em Anastácio, onde a taxa de letalidade está em 7,27%.

Apesar dos caciques reclamarem da falta de médicos e remédios, o secretário nacional diz que os índios estão sendo atendidos por profissionais por meio de parceiras e do Exército.

Nesta quarta-feira (19), o Distrito Sanitário Especial Indígena em Campo Grande é alvo de operação de combate à corrupção da Polícia Federal. Pelo menos 30 funcionários foram dispensados do trabalho enquanto policiais verificam documentos no órgão.

A operação tem o apoio de técnicos da CGU (Controladoria-Geral da União) e da Receita Federal. A PF ainda não divulgou maiores informações sobre a investigação.

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