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Estudo mostra que agrotóxicos ameaçam vida no Cerrado de MS

17 outubro 2018 - 09h40Campo Grande News

Um estudo realizado pela Incab (Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira) e pelo IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) afirma que humanos e animais, em especial a anta, correm risco de contaminação no Cerrado sul-mato-grossense. Nas proximidades das lavouras, os animais foram detectados com resíduos dos venenos.

Pesquisadores da Incab analisaram, entre 2015 e 2017, centenas de amostras biológicas de antas capturadas em armadilhas. A pesquisa também analisou animais mortos, por atropelamentos em rodovias de 7 municípios de Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Três Lagoas, Corumbá, Nova Alvorada do Sul, Bataguassu, Santa Rita do Rio Pardo e Nova Andradina.

"Todas as substâncias detectadas possuem algum nível de toxicidade e podem desencadear processos fisiológicos com implicações importantes para a saúde dos animais afetados, particularmente nas respostas endócrinas, neurológicas e reprodutivas. A maioria dos estudos sobre o assunto aborda os efeitos agudos ou imediatos da intoxicação, mas pouco se sabe sobre o impacto da exposição crônica a estas substâncias ao longo de meses ou anos", afirma a coordenadora da Incab/IPÊ, Patrícia Medici.

As amostras foram avaliadas no Ceatox (Centro de Assistência Toxicológica) da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu (SP), referência nacional para estudos de toxicologia. Mais de 40% das amostras avaliadas estava contaminada com resíduos de produtos tóxicos, incluindo inseticidas organofosforados, piretróides, carbamatos e metais pesados.

Antas – A constatação da presença de agentes tóxicos confirmou que as antas estão expostas pelo ambiente, seja pelo contato com as plantas, seja pelo solo e água contaminados. Os animais ingeriram plantas nativas do Cerrado contaminadas. Com amostras de unha e osso, os pesquisadores também avaliaram o acúmulo de substâncias tóxicas (especialmente de metais pesados) no organismo dos animais ao longo dos anos.

Além disso, o estudo também constatou a presença de chumbinho no conteúdo estomacal das antas. A substância não tem uso autorizado no Brasil, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Pulverização aérea – Por meio de levantamento, o estudo identificou que a pulverização aérea é a forma mais utilizada de aplicação de agrotóxicos em Mato Grosso do Sul. Esse tipo de pulverização, aponta o estudo, é o mais relacionado com a contaminação do meio ambiente.

Agrotóxicos – O estudo também utiliza dados do Sinitox (Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Toxicológicas). Os dados mostram uma média de 3.125 casos de intoxicação por agrotóxicos no país. Em Mato Grosso do Sul, os inseticidas são as substâncias responsáveis por mais de 70% dos casos de intoxicação.

Relatório da ong internacional Human Rights Watch aponta Mato Grosso do Sul como um dos Estados onde há contaminação por agrotóxicos em comunidades rurais. O relatório “Você não quer mais respirar veneno: As falhas do Brasil na proteção de comunidades rurais expostas à dispersão de agrotóxicos”, afirma que indígenas Guaranis e Kaiowás de uma comunidade próxima a Campo Grande sofreram com problemas de saúde após a contaminação.

O local, relata a ong, fica próximo à uma pequena floresta ao redor de um córrego. Na região, a cerca de 50 metros, há plantação de soja e milho. A Human Rights Watch falou com nove pessoas que vivem na localidade, entre homens, mulheres e crianças Guarani-Kaiowá.

 

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