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Empresários e ex-deputado dividem cela com 20 presos e estão sem regalias

17 maio 2016 - 11h13Correio do Estado
Os empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos e Flávio Henrique Scrocchio, o ex-deputado federal e ex-secretário de Obras do Estado, Edson Giroto, e o servidor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) Wilson Roberto Mariano de Oliveira, Beto Mariano, dividem cela com outros 20 presos no Centro de Triagem, que fica ao lado da Penintenciária da Máxima, em Campo Grande. Os quatro foram presos durante a 2ª fase da Operação Lama Asfáltica, deflagrada no dia 10. A detenção deles, primeiro, atendeu a mandado de prisão temporária. Na sexta-feira (13), a Justiça Federal determinou que eles continuassem presos a partir de novos mandados, desta vez preventivo (por tempo indeterminado). Até então, eles eram mantidos em cela da Delegacia Especializada de Repreesão ao Narcotráfico. A transferência para uma unidade prisional aconteceu ontem (16). A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciária (Agepen) informou que eles não possuem regalias. O que foi atendido é que todos estão reclusos em local reservado para quem tem diploma de ensino superior ou é policial e cumpre pena por algum tipo de indisciplina ou crime. A visitação de familiares está liberada apenas para domingo e junto com os outros 20 presos, os investigados na Lama Asfáltica tem direito a três refeições por dia (café da manhã, almoço e jantar). Há liberação para o banho de sol no período da manhã e da tarde. "Não há nada de diferente para eles", afirmou o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia. DEMAIS DETIDOS Das oito pessoas que ainda estão detidas por força de prisão preventiva (por tempo indeterminado), as outras quatro estão em regime domiciliar: a esposa do ex-deputado Edson Giroto, Raquel Giroto, a filha do servidor Wilson Mariano, Mariane Mariano de Oliveira, a secretária e sócia de João Amorim, Elza Cristina Araújo, e a filha do empresário, Ana Paula Amorim Dolzan. OUTROS INVESTIGADOS Seis pessoas que também haviam sido presas no dia 10 foram soltas no sábado (14) por conta do vencimento do prazo da prisão temporária – que tem validade de cinco dias. Já o ex-gerente de obras viárias da Agesul, Hélio Yudi Komiyama, havia obtido na Justiça Federal, na sexta-feira (13), revogação de sua prisão. LAMA ASFÁLTICA A segunda fase da Operação Lama Asfáltica teve como foco o crime de lavagem de dinheiro, pois investigados teriam ocultado patrimônio decorrente de fraudes em licitações. O grupo fraudava certames, pagava às empreiteiras - uma delas a Proteco, de João Amorim - por serviços não executados ou feitos com qualidade inferior ao contratado. O dinheiro arrecadado com os crimes era usado para compra de fazendas e imóveis urbanos em nome de familiares e pessoas de confiança dos envolvidos. A força-tarefa montada pela Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Receita Federal já identificou R$ 43,169 milhões em recursos públicos desviados. O montante investigado gira em torno de R$ 2 bilhões. Nesta segunda fase da operação, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão também. Um deles foi no apartamento e em imóveis utilizados pelo ex-governador André Puccinelli (PMDB).  

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