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Casos de HIV crescem e preservativo não pode ser esquecido neste Carnaval

07 fevereiro 2018 - 06h58Assessoria PMC

Cerca de 300 pessoas estão atualmente em tratamento contra HIV/AIDS em Corumbá. Elas recebem orientações, passam por tratamento, acompanhamento psicológico, social e médico no Centro de Saúde João de Brito, referência no tratamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Gestantes com HIV e/ou sífilis também recebem acompanhamento adequado com obstetra que faz parte do Centro, a fim de serem tratadas para evitarem a transmissão dessas patologias aos bebês.

Com a proximidade das festas carnavalescas, o Município de Corumbá, através do Programa de Combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis, tem intensificado a distribuição de preservativos. “Se todo mundo imaginar que o uso do preservativo poderia acabar com as doenças sexualmente transmissíveis, todos usariam. Se você não tiver como passar a doença de uma pessoa para outra, não teria como se proliferar”, disse o médico José Márcio Martins Faria, que atende no Centro de Saúde João de Brito e trabalha com tratamento e prevenção de ISTs desde 1995 em Corumbá.

“No carnaval, as pessoas bebem, ficam alegres e esquecem que existem doenças que podem ser passadas, se descuidam, usam drogas e não usam preservativos. Mesmo nas festas, as pessoas têm que ter consciência que precisam usar camisinha, isso é importantíssimo”, frisou o médico. Ele lembrou que o HIV é uma infecção gravíssima e não se pode brincar com ela. “O aumento de casos de Aids, sífilis, gonorreia, hepatites e cancro é assustador. Essa história de que ninguém mais tem medo dessas doenças acaba fazendo com que as pessoas tenham relações sem proteção”, afirmou José Márcio.

HIV: O que fazer ao ser diagnosticado com o vírus?

No Município de Corumbá, pessoas que quiserem fazer espontaneamente o teste de HIV ou quiserem se tratar de alguma doença sexualmente transmissível podem se direcionar ao Centro de Saúde João de Brito. No entanto, o local atende também a demandas provenientes de Unidades Básicas de Saúde. Quando o paciente é diagnosticado com alguma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), ele é direcionado a iniciar o tratamento no João de Brito. No Centro, ele é recepcionado por psicólogos e o resultado do teste – totalmente sigiloso – também é transmitido de maneira particular por eles.

Quando a pessoa é diagnosticada positivamente com o vírus do HIV, ela logo inicia tratamento com os médicos. Além de José Márcio, atendem também o ginecologista e obstetra Nelson Fuzeta e a pediatra Patrícia Bedotti Peres. Na primeira consulta, é solicitado ao paciente exames complementares como CD4, para saber como estão as células de defesa e avaliar a carga viral, já que os antirretrovirais são usados para diminuir essa carga

“O vírus da Aids não mata ninguém. O que mata são infecções oportunistas quando você tem uma imunidade baixa devido ao aumento da carga viral do HIV – quando o CD4 diminui – e, com isso, há a diminuição das células de defesa do organismo”, explicou o médico José Márcio Faria. Ele ressaltou que mesmo que o paciente não sinta nada, ao descobrir que possui o vírus, precisa começar o tratamento imediatamente. “Antigamente tinha um período quando se esperava cair esse CD4 para iniciar o tratamento, mas, hoje é preconizado que a pessoa, assim que sabe da doença, já comece com o tratamento porque com essa carga viral caindo, ela vai deixar de transmitir a doença para outras pessoas, pois a transmissão se torna mais difícil, e ela vai se beneficiar porque o organismo vai estar fortalecido contra infecções oportunistas”, explicou o médico.

Tratamento deve ser seguido à risca

É importante que o medicamento seja tomado corretamente e o tratamento seguido à risca porque há remédios 3 em 1 e 2 em 1 que se forem tomados diuturnamente se evita que o vírus possa sofrer mutações. Quando o paciente deixa de tomar a medicação, o HIV pode sofrer mutação contra a droga e o médico vai ter que mudar a medicação. Chega uma hora que não vai mais existir medicamento que faça efeito para combater o vírus no paciente.

O HIV precisa ser levado a sério

“Absolutamente o HIV não é uma bobagem”, alertou o médico. “O paciente toma medicamentos que são drogas, combatem o vírus, mas, como todo medicamento, causam prejuízos à saúde. Hoje em dia, o HIV tem tratamento, mas os óbitos continuam a existir. Qualquer coisa que você faça, como uso de drogas ou ter relações sexuais com gente com outros vírus, tudo isso agrava a situação de quem já tem o HIV. Você fica exposto a um número enorme de doenças. É algo preocupante. É necessário continuar a prevenção usando preservativos, porque a Aids continua sendo uma doença seríssima”, finalizou o médico.

 

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