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Caprichosos traz filhos e filhas de santo para reverenciar Zé Pelintra na avenida

11 fevereiro 2024 - 23h30Gesiane Sousa

A escola do bairro Dom Bosco iniciou seu desfile por voltas das 23h20 deste domingo (11) com 600 componentes, 14 alas, três carros alegóricos e bateria com 70 componentes. Com o enredo: Salve Seu Zé, Salve os malandros e Salve a malandragem!”, a escola tenta desmistificar a imagem negativa que ‘Seu Zé’ recebeu ao longo dos anos. A Caprichosos defende que o termo ‘malandragem’ nada tem a ver com ‘vagabundagem’, e que os malandros são simplesmente boêmios, amantes da vida noturna, mestres na arte da conquista e levam a vida com alegria, sem deixar de lado seus deveres e obrigações.

Abrindo o desfile, o artista Edmilson de Paulo encarna o próprio ‘Seu Zé’, vestindo terno de linho, chapéu Panamá e sapatos finos para abrir os caminhos e abençoar a passagem da agremiação pela avenida. Na sequência, 11 bailarinos da comissão de frente dançam a gafieira nos Arcos da Lapa, local no centro do Rio de Janeiro, reconhecido pela vida boêmia. 

Em seguida, o primeiro casal de mestre-sala e porta bandeira, José Alexandre e Lara Rodrigues, desfilam em representação as damas da noite, com fantasia luxuosa, repleta de flores vermelhas e muito brilho. A primeira ala, ‘Cactos, fruto e vida’, retrata a história do nordestino José dos Anjos, que deu origem ao conhecido por ‘Zé Pelintra’, que até chegar ao Rio de Janeiro passou por situações de grandes dificuldades devido à seca da região.

O carro abre-alas traz a onça, símbolo da escola, neste ano tem 12 metros de comprimento e quase três de altura. Na alegoria, destaques figuram ‘Seu Zé’ e suas ‘Marias’.

Com referência a fome e a dificuldade da vida de ‘Seu Zé’, a segunda ala mostra a seca do interior de Pernambuco, representada pela escultura de um boi seco e talheres. As baianas, vêm representando o sol na gíria do malandro nas cores amarelo, laranja e detalhes dourados.

Os encantos do Rio de Janeiro, pelos quais José das Luzes se encantou, são retratados na terceira ala. Sol, praia, pontos turísticos, futebol, samba e o próprio carnaval. Para mostrar que malandro também trabalha, a Caprichosos dedica sua quarta ala para o primeiro emprego de José no Rio de Janeiro, como estivador no cais do porto. 

Artista interpretou Seu Zé durante todo o desfile. Foto: Capital do Pantanal 

A quinta e sexta ala, fazem referência a preferência noturna do malandro, com jogos considerados de azar. Os componentes desfilam com as cores vermelho, branco e dourado em alusão as cartas do baralho, um dos prazeres do malandro.

O segundo casal de mestre-sala e porta bandeira, Gabriel Henrique e Lidiana Vitória, representam o ‘rei e a rainha de copas’, nas cores azul, vermelho, branco e dourado. O casal abre a passarela para a sétima ala, que é dedicada a jogatina.

A segunda alegoria da escola traz o cabaré, as mulheres de ‘Seu Zé’ e as bebidas. A oitava ala, nas cores verde-fluorescente, verde bandeira e dourado faz referência ao gosto do malandro por dinheiro. Na ala seguinte, de número nove, ‘Corre que a Polícia vêm aí!’, mostra a perseguição sofrida por ‘Seu Zé’, diante de uma sociedade preconceituosa.

A figura infantil do papagaio Zé Carioca é incluída no contexto. Apesar de muitos considerarem o personagem como um fora da lei, ele terminou caindo nas graças do público, se tornando amado por todas as idades. A décima ala desfila com 35 componentes.

A 11ª ala, da fé e proteção, nas cores rosa, preto e dourado, anuncia que o malandro protege seus seguidores e não dorme na missão.  A 12ª ala, traz ‘Zé tambozeiro’ como o grande destaque. A 13º traz filhos e filhas de ‘Seu Zé’, girando em agradecimento na avenida ao padrinho. Mães e pais de santo da cidade, além de seguidores das religiões de matrizes africanas desfilam com suas vestimentas originais para homenagear Zé Pelintra’.

Casal de mestre-sala e porta bandeira encantaram o público. Foto: Capital do Pantanal

O último carro da agremiação traz uma escultura de mais de 10 metros de altura com a imagem do homenageado da noite. “Salve Zé!” acompanhados de seus filhos e filhas de santo, com vestimentas originais. A última ala traz Maria Navalha e seus malandros. 

A rainha de bateria, Nanda Ferraz, representando a dama da noite, esbanja samba no pé e simpatia, além de entrosamento com seus 70 ritmistas comandados pelos mestres Max e Wagner. 

Ficha Técnica

Presidente: Robeson Bráz Leite (Robinho da Caprichosos)
Vice Presidente: Helder Luiz Leite Rodrigues
Carnavalesco: Leandro Cavalheiro
Compositores: Doum Guerreiro, Cesar Reis e Robinho da Caprichosos
Intérprete: Doum Guerreiro
Artista: Edmilson de Paulo – “Seu Zé”
Comissão de frente: Elton Roberto - Coreógrafo
Primeiro casal de mestre sala e porta bandeira: José Alexandre e Lara Rodrigues
Segundo casal de mestre sala e porta bandeira: Gabriel Henrique e Lidiana Vitória
Rainha de bateria: Nanda Ferraz
Bateria: Mestre Wagner Gomes e Mestre Max Nunes
Quantidade Total de Componentes: Em torno de 600 

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