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Campo Grande registra em 2015 maior inflação em 12 anos, 11,41%

07 janeiro 2016 - 13h38G1
Campo Grande registrou em 2015 o maior índice de inflação dos últimos 12 anos. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC/CG), medido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Uniderp, em dezembro do ano passado o indicador chegou a 0,84% e no acumulado do ano atingiu a marca de 11,41%, seu maior percentual desde 2003. Esse percentual de 2015 está muito acima do teto da meta estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 6,5%. No ano, de acordo com o Nepes, os grupos de produtos e serviços que apresentaram as maiores altas foram: alimentação, com 15,81%, habitação, com 13,59% e transportes, com 13,46%. Os três registraram índice superior, inclusive, a inflação acumulada nestes 12 meses na capital sul-mato-grossense. Dos sete grupos de produtos e serviços apenas um, o de vestuário apresentou deflação, ou seja, queda de preços, em Campo Grande em 2015. O IPC/CG acumulado no ano passado na cidade foi -0,14. Os outros três grupos registraram inflação abaixo da acumulada na cidade: despesas pessoais, 11,25%, educação, 9,61% e saúde, 3,31%. “O resultado está muito acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Assim, apesar de janeiro historicamente ter inflação alta, a tendência é de que haja queda para os próximos meses”, considera o coordenador do Nepes e pesquisador da Uniderp, Celso Correia de Souza. Ele aponta que a situação do grupo alimentação continua a preocupar em relação ao futuro do índice de inflação na capital. “Caso as condições climáticas para os próximos meses sejam favoráveis e a oferta de boi gordo aos frigoríficos melhorar, a tendência é que o grupo não pressione tanto a inflação”, avalia. Dezembro Conforme o Nepes, em dezembro, os grupos de produtos e serviços que mais impactaram na inflação em Campo Grande foram: alimentação, com índice de 1,92% e contribuição de 0,39%; transportes, com 1,60% e peso de 0,24% e a habitação com percentual de 0,40% e contribuição de 0,13%. Entre os produtos e serviços os que registraram as maiores altas e por consequência influência no IPC/CG foram: etanol, com aumento de 8,20% e contribuição de 0,15%; gasolina, com acréscimo de 2,39% e contribuição de 0,08%; frango congelado, com elevação de 6,05% e contribuição de 0,04%; tomate, com aumento de 20,63% e contribuição de 0,04%; alcatra com aumento de 2,77% e contribuição de 0,03%; refrigerador com reajuste de 5,88 % e colaboração de 0,03%; cebola com elevação de 31,86 % e contribuição de 0,03%; açúcar com alta de 5,56% e participação de 0,03%; aluguel de apartamento, com aumento de 0,57% e colaboração de 0,03% e o contrafilé com variação de 4,54% e contribuição de 0,03%. Em contrapartida, os dez itens que ajudaram a impedir que a inflação subisse ainda mais no mês foram: presunto, com deflação de -4,15% e contribuição de -0,0003%; limão, com queda de -21,33% e contribuição de -0,003%; chocolate em pó com redução de -2,02% e contribuição -0,003 %; massa de tomate com queda de -1,19% e colaboração de -0,003 %; queijo cremoso com deflação de -1,50% participação de -0,002%; farinha de mandioca com redução de -4,99% e contribuição de -0,002%; melancia com queda de -3,97% e colaboração de -0,002%; lingerie com deflação de -0,42% e contribuição de -0,002%; berinjela com redução de -6,55% e participação de -0,002% e manga com decréscimo de -14,07% e contribuição -0,002%. Carnes Dos quinze cortes de carnes bovinas pesquisados pelo Nepes, dez deles tiveram alta de preços. Os maiores aumentos ocorreram com: ponta de peito (5,25%), contrafilé (4,54%), alcatra (2,77%), vísceras de boi (1,92%), patinho (1,87%), costela (1,77%), acém (0,90%), fígado (0,90%), paleta (0,69%) e músculo (0,23%). Já reduções de preços aconteceram com: lagarto (-2,66%), cupim (-1,51%), filé mignon (-1,50%) e coxão mole (-1,29%). A picanha foi o único corte que permaneceu com preço estável. “Como está havendo uma queda no consumo desse produto, a tendência é que nos próximos meses a carne bovina comece a cair de preço, principalmente, se a oferta de boi gordo aos frigoríficos melhorar. Também, percebe-se que está ocorrendo a migração do consumidor aos cortes de segunda de carne bovina, de menores preços, fazendo com que esses cortes subam de preços de modo mais expressivo. Percebe-se também uma maior procura pela carne suína e de frango, pois seus preços têm sido majorados”, analisa Celso Correia de Souza. As carnes suína e de frango também ficaram mais caras em novembro. O pernil aumentou 4,05%, a costeleta 1,39% e a bisteca 1,38%. O frango resfriado teve reajuste de 6,05%, como também, os miúdos, com aumento de 1,34%.  

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