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Andorinha apoia ‘povo das águas’ e comitiva leva ajuda à ribeirinhos

23 abril 2018 - 13h24Sylma Lima
A Andorinha doou 300 cobertores para os ribeirinhos do alto Taquari. Foto: Gilson Carvalho

Após levantamento da situação das comunidades ribeirinhas que vivem às margens do Rio Paraguai, a  prefeitura de Corumbá, município de Mato Grosso do Sul com a maior porção do território do Pantanal – são 65 mil quilômetros quadrados -, iniciou nesta segunda-feira,23 a ação social conhecida como “Povo das Águas” , na região do alto taquari,  divisa com Mato Grosso. Junto aos tripulantes, composta por médicos, dentistas, assistentes sociais e pedagogos segue sacolões de alimentos, medicamentos e agasalhos. Esta ação conta com apoio da Empresa de Transportes Andorinhas que doou trezentos cobertores de casal para ajudar  os ribeirinhos a enfrentar o inverno que promete ser rigoroso este ano de 2018.

Secretária Amanda fez questão de acompanhar tudo de perto. Fotot: Gilson Carvalho

A viagem vai durar uma semana porque o local esta numa região de difícil acesso, pois ao longo do leito do rio há bancos de areia que impedem a navegação sendo necessário percorrer trechos  de voadeira (lanchas menores e mais potentes). Segundo a Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos, Amanda Iunes, no local vivem cerca de 300 familias , totalizando mais de 900 pessoas, “ que não vem pra cidade há anos devido ao preço cobrado pelas embarcações e pela dificuldade do acesso mesmo. São famílias corumbaenses que precisam do nosso apoio e ajuda, por isso levamos dentistas, médicos, agasalhos e medicamentos. Eles precisam muito dessa ajuda e temos nossos colaboradores como a empresa Andorinha a qual já agradeço a ajuda, pois sei que não mediram esforços para nos ajudar. E sabemos que este ano meteorologistas estão prevendo um inverno rigoroso” . Amanda explicou que a ação atende médio, alto e baixo Taquari, “esta é a segunda e teremos mais sete para encerrar o ano e suprir essa carência. Ao todo são nove ações ao ano, divididos em três regiões, sendo que cada uma delas recebe três atendimentos em 12 meses “ . As inundações são consideradas

Gisiel destaca parceria da Andorinha com o municipio através da responsabilidade social. Foto: Gilson de Carvalho

típicas em razão dos altos índices pluviométricos registrados nas últimas semanas.

O gerente da Andorinha Gisiel Rodrigues Santos enfatizou que é obrigação das grandes empresas contribuir com o social, “ já estamos fazendo isso  atuando nesta ação e nos sentimos felizes porque, para as empresas pode parecer pouco, mas para quem recebe é muita coisa. E o inverno nesta região é rigoroso. Nos sentimos felizes em colaborar nesse processo” , disse garantindo que dará apoio às futuras ações, que já somam com ajuda ao time Corumbaense,a Rede Feminina de Combate ao Câncer, pintura da fachada da maternidade, doação de ovos de chocolate para quatro creches, entregando mais de 300 unidades com ovos da melhor qualidade.

Técnicos da Agência Municipal de Proteção e Defesa Civil e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Itinerante fizeram uma viagem em Fevereiro deste ano, pelo Pantanal para acompanharem os efeitos da cheia na região e definirem estratégias de apoio às famílias. Ao longo de 220 km pelo Rio Paraguai, entre Corumbá e o limite com Poconé (MT), ao Norte, vivem mais de 250 famílias tradicionais, que tem a pesca com subsistência. O prefeito Marcelo Iunes anunciou que o “Povo das Águas” – ação fluvial que leva assistência periódica aos ribeirinhos -, programado para ser iniciado em março na região do Taquari (Paiaguás), acabou atrasando, mas partiu ao meio dia desta segunda-feira. A próxima ação será em Maio.

Monitoramento

A Defesa Civil ainda realizou o recadastramento da população que habita a região das águas, cuja finalidade é também subsidiar preliminarmente, com informações seguras, a Coordenação do Programa Social “Povo das Águas”. A operação fez  o monitoramento in loco do comportamento das águas naqueles ambientes, considerando a inundação gradual que foi acelerada pela intensidade das chuvas nas cabeceiras dos rios e na planície. Baseado nesta analise a comitiva seguiu rumo a região mais distante do Pantanal.

Embarcando os cobertores de casal. Corrente humana ajudou. Foto: Gilson de Carvalho

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