Bombeiro combate incêndio em área de mata próxima ao rio Paraguai.
(Foto: CBMMS)
Equipes de combate a incêndio do 3º Grupamento de Bombeiros Militar (3º GBM) foram mobilizadas no final da tarde desta sexta-feira, 28 de agosto, para conter um incêndio florestal de grandes proporções em Corumbá. O fogo atingiu uma extensa área de vegetação nativa situada em uma encosta íngreme na Avenida Rio Branco, nas proximidades da região da Sobramil. As chamas se propagaram rapidamente por um trecho acentuado que se estende até a barranca do Rio Paraguai, área frequentemente acessada por pescadores locais por meio de trilhas improvisadas.
O avanço do fogo foi severamente agravado pelas condições climáticas da região, impulsionado pela combinação de vegetação seca e fortes rajadas de vento. Ao chegarem ao local por volta das 17h, os militares constataram ainda uma grande quantidade de lixo doméstico e resíduos descartados irregularmente ao longo das trilhas. Embora a causa oficial do incidente ainda não tenha sido confirmada, as autoridades consideram a forte hipótese de que o incêndio tenha sido provocado por ação humana, possivelmente por alguém que tentou queimar os amontoados de resíduos para se desfazer do lixo.
A topografia do terreno representou o maior desafio para a operação de salvamento. Diante da inclinação severa da encosta, os bombeiros enfrentaram extrema dificuldade de acesso para posicionar os equipamentos e progredir na linha de fogo, tanto pela parte superior da avenida quanto pela margem inferior do rio. Os trabalhos de combate direto e rescaldo duraram cerca de duas horas e meia, exigindo o uso de aproximadamente 5 mil litros de água para extinguir os focos e resfriar o solo, evitando que o fogo saltasse para novas áreas de mata preservada.
Após o controle total da situação, o Corpo de Bombeiros Militar emitiu um alerta reforçando que a queima de lixo em áreas de vegetação é uma prática criminosa e perigosa. A corporação ressalta que, especialmente nos períodos de estiagem prolongada e ventos constantes enfrentados pelo Pantanal, pequenas fagulhas podem desencadear tragédias ambientais e colocar em risco a segurança e a saúde de toda a população urbana.
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