Celular mostra ícones de Instagram, Facebook e WhatsApp na tela acesa.
(Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou comunicado nesta terça-feira (12) alertando para o golpe do falso emprego. Segundo a entidade, criminosos assediam pessoas que estão procurando trabalho e oferecem o que parece ser “uma vaga imperdível”. A oferta enganosa é isca para capturar dados de candidatos.
De acordo com a Febraban, criminosos se passam por falsos recrutadores e também como integrantes de falsas agências de emprego enviando mensagens por WhatsApp, e-mail ou em redes sociais.
"Assim, obtêm fotos das vítimas, imagens de documentos, informações bancárias e assinaturas digitais", alerta.
Além de dados, os golpistas podem pedir dinheiro para pagamento de taxa de inscrição, realização de falsos exames médicos ou pagamento de curso preparatório para a vaga que não existe.
Os riscos, além de perder dinheiro imediatamente com essas despesas fictícias, são as vítimas terem sua imagem usada em autenticações biométricas e, junto com documentos informações bancárias, os criminosos levantarem financiamentos em nome das pessoas que caíram no golpe.
No golpe do falso emprego, os criminosos cometem estelionato, que é a vantagem ilícita para si ou para outra pessoa em prejuízo da vítima, furto mediante fraude e apropriação indébita. Os três delitos estão previstos no Código Penal.
No comunicado, a Febraban faz cinco recomendações para não cair no golpe do falso emprego:
- Desconfie de processos seletivos simplificados e da oferta de salários muito acima da média do mercado para as funções descritas.
- Antes de abrir links indicados em mensagens, verifique diretamente no site ou nas redes sociais da empresa se a vaga existe de fato.
- Confirme se o recrutador é autêntico e possui conexões reais. Se receber mensagens por e-mail verifique se o endereço é corporativo.
- Não envie foto de documento, dados bancários ou assinatura digital sem ter certeza da idoneidade da empresa.
- Não efetue qualquer tipo de pagamento zero: taxa de inscrição, exames ou cursos pré-contratação.
*Fonte: Agência Brasil.
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