Bombeiros atendem vítima em resgate fluvial no Pantanal.
(Foto: Divulgação/CBMMS)
A presença estratégica do Corpo de Bombeiros Militar em áreas remotas provou ser, mais uma vez, o divisor de águas entre a vida e a morte no coração do Pantanal sul-mato-grossense. Nesta terça-feira, 27 de abril, a Base Avançada do Amolar, situada em uma região de difícil acesso a cerca de 250 km da zona urbana de Corumbá, coordenou uma operação de resgate simultâneo que desafiou a logística e o clima da região.
O primeiro desafio envolveu vítima de queda de telhado e clima fechado na região. O alerta inicial soou às 08h50, um idoso de 68 anos, identificado pelas iniciais S.X.F., sofreu uma queda de aproximadamente três metros enquanto trabalhava em um telhado. A equipe de prontidão da Base do Amolar deslocou-se imediatamente e encontrou a vítima consciente, porém com ferimentos graves, com suspeita de fraturas no rádio e na ulna (antebraço direito), luxação na escápula e fortes dores na região cervical.
Embora o protocolo para casos graves em locais distantes preveja o apoio aéreo, as condições meteorológicas adversas impediram a decolagem de aeronaves. Sem "teto" para voar, os militares iniciaram a estabilização clínica e a imobilização da vítima, optando pelo transporte fluvial imediato em uma embarcação da própria base.

Enquanto a primeira vítima era transportada, um segundo chamado de urgência surgiu às 12h27. R.M.S., de 57 anos, funcionário de um barco de turismo, apresentava sinais de mal súbito. Com histórico de problemas cardíacos, o homem relatava intensas dores torácicas e musculares. A guarnição integrou o novo paciente à logística de socorro. A operação tornou-se uma corrida contra o tempo e as águas do Rio Paraguai.
A logística foi concluída com sucesso graças à interceptação planejada. A equipe da Base do Amolar navegou até a região do Paraguai Mirim, onde encontrou a embarcação de resgate do 3º Grupamento de Bombeiros Militar (3º GBM), que havia partido de Corumbá para dar suporte à ocorrência. No Porto do Tetelo, as duas vítimas foram transferidas para a unidade de resgate do 3º GBM, que seguiu viagem para o Porto Geral de Corumbá, onde ambulâncias aguardavam para o encaminhamento hospitalar.
A Importância da Base do Amolar
O episódio reafirma que a Base Avançada do Amolar é essencial para a segurança do Pantanal. Originalmente focada no combate a incêndios florestais, a unidade tornou-se um porto seguro para ribeirinhos, turistas e trabalhadores rurais. "Em locais onde o acesso é limitado e o tempo de resposta é decisivo, a presença física dos militares no Amolar garante que o socorro chegue antes que o quadro clínico se torne irreversível", destacou a corporação em nota.
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