Há focos identificados na área de Adestramento do Rabicho, no Porto da Manga, na Nhecolândia, no Paiaguás, Brasilândia e Bonito.
(Foto: Divulgação/IHP)
De acordo com informações do Boletim Diário da Operação Pantanal 2024, as condições climáticas desta sexta-feira, 19 de julho, foram extremamente prejudiciais para as operações de combate a incêndios. A temperatura na região atingiu picos de 34 ºC, o que aumentou significativamente o risco de incêndios florestais. Além disso, a alta temperatura, aliada a rajadas de vento com velocidade de até 37 km/h, aumentam a velocidade de
propagação, a intensidade e a imprevisibilidade dos incêndios, tornando-os mais difíceis de serem combatidos e mais perigosos para as pessoas e propriedades na área afetada.
As ações foram direcionadas para sete focos de incêndio ativos em diferentes pontos dos biomas Pantanal e Cerrado. No Pantanal, os focos estão localizados na área de Adestramento do Rabicho, no Porto da Manga, na Nhecolândia e no Paiaguás. No Cerrado, há incêndio próximo ao município de Brasilândia (MS) e outro próximo ao município de Bonito (MS). Todos foram detectados por meio do monitoramento por satélites. As equipes de combate foram rapidamente acionadas para controlar o fogo e impedir a disseminação dos incêndios.
Na região Rabicho, próxima ao Rio Paraguai, quatro militares do Corpo de Bombeiros de MS e quatro militares da Força Nacional de Segurança Pública, além do apoio dos brigadistas do PrevFogo e maquinários da Marinha do Brasil (MB) atuam contra o fogo. Duas aeronaves Air Tractor foram utilizadas no lançando de água, reduzindo a intensidade das chamas para que fosse feito o combate direto.
No Porto da Manga, equipe composta por quatro bombeiros militares realizam patrulhas regulares e utilizam tecnologia para vigilância, como drones e sistemas de satélites, que permitem uma visão abrangente e em
tempo real do progresso dos incêndios e das áreas circundantes.
Na Nhecolândia, as equipes continuam atuando de forma diligente no reconhecimento e combate dos focos de incêndio que surgiram em dois pontos isolados. Esses pontos, identificados como áreas críticas, estão sendo mantidos sob rigoroso controle para evitar qualquer a propagação do fogo além das linhas de defesa estabelecidas.
No Paiaguás, em região à nordeste do município de Corumbá (MS), equipes especializadas estão
constantemente elaborando e ajustando estratégias de combate e defesa, baseadas nas condições climáticas e no comportamento do incêndio, para garantir uma resposta eficaz e oportuna. Esse planejamento estratégico inclui a utilização de equipamentos modernos, técnicas avançadas de combate ao fogo e a coordenação com outras forças de apoio, visando otimizar os esforços e recursos disponíveis.
Em Brasilândia (MS), um foco de incêndio em vegetação foi detectado na quinta-feira, 18 de julho. A guarnição que se deslocou para o município se depararam com amontoados de lenha e troncos. No entanto, toda a vegetação à volta desses troncos estava queimada, e o fogo já se encontrava confinado. os militares mantiveram as atividades de monitoramento e controle, com o objetivo de evitar a reignição do foco para mantê-lo dentro da área isolada. A equipe segue monitorando a área.
Em Bonito (MS), foi combatido um foco de incêndio em uma área agrícola de plantação de milho. A guarnição encontrou focos de incêndio pelo local e constatou que o incêndio estava concentrado no topo dos morros e na plantação. O combate foi realizado com uma composição de nove militares, sendo empenhada uma viatura com kit pick-up e o apoio de um caminhão Auto-Tanque (AT-13). Teve a durabilidade de 5 horas de atividade e, posteriormente, foi realizado um aceiro com o objetivo de preservar a lavoura que estaria em risco. O fogo voltou a queimar nesta sexta-feira e os militares realizaram combate durante toda a noite na região.
Contados do planejamento ao período de combate, a Operação Pantanal 2024 soma 109 dias, com um efetivo de 102 bombeiros militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, distribuídos em Campo Grande (MS) e Corumbá (MS). Além do apoio efetivo de 75 militares da Força Nacional de Segurança Pública, militares das Forças Armadas (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira), da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, e 233 agentes do IBAMA, ICMBio e brigadistas do PrevFogo.
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