Além de Corumbá, espetáculo vai visitar mais cinco cidades pelo Brasil.
(Foto: Divulgação)
O espetáculo "Corpo que eu habito" fará sua estreia nacional no dia 20 de julho no Espaço Oficina de Dança de Corumbá (MS). As apresentações serão entre os dias 20 e 21, sábado às 20h e domingo às 20h. Esta circulação, que além da cidade de Corumbá ainda conta com mais cinco cidades do Brasil (Ipatinga, Belém, São Luís, Vitória e Rio de Janeiro) também apresenta a Oficina Gratuita “O Corpo que Habitamos”. O projeto conta com patrocínio do Instituto Cultural Vale, apoio da Oficina de Dança de Corumbá e do Instituto Moinho Cultural para sua realização.
O "Corpo que eu habito" é um espetáculo híbrido em que dança, teatro, música e performance, se mesclam com o objetivo de promover uma reflexão sobre o corpo de cada indivíduo no aqui e agora. No espetáculo, cada artista traz para o palco suas experiências, histórias e particularidades, explorando as possibilidades e potencialidades de seus corpos.
Sete bailarinos em cena compõem seus solos que acabam por se tangenciar formando duos, trios e momentos de encenação coletiva que darão a dinâmica da convivência entre diferentes conhecimentos e signos, provocando um “debate correográfico” sobre tempo, espaço, sentimento, vivências, herança, memória, história, sentimento de pertencimento. Entendemos que este mapeamento da ‘construção corporal’ também se faz a partir de experiências não escolhidas se uma consequência involuntária do tempo e dos acontecimentos.
A partir de um profundo trabalho de pesquisa e reflexão, Sueli Guerra, Alessandro Brandão e a Cia da Ideia buscaram o entendimento e a presentificação da construção de seus corpos na atualidade. Esse estudo constituiu uma caminhada através da história de cada um, mapeando a forma como cada corpo foi trabalhado, pensado e sentido. Na reflexão proposta em O CORPO QUE EU HABITO, estes artistas que dedicaram suas vidas à experimentação corporal, buscam debater e manifestar que a nossa experiência corporal, que acreditamos ser primordialmente individual, tem a interferência constante da sociedade em que vivemos e das relações que experimentamos. O CORPO QUE EU HABITO irá trabalhar a ideia de um corpo manipulável e não previsível; suscetível e vulnerável. O corpo como uma condição aberta e dinâmica em função das suas experiências e mediação social.
Sobre a oficina
A oficina "Corpo que habitamos" pretende disponibilizar aos participantes ferramentas de conhecimento de uso do próprio corpo e criação a partir do autoconhecimento. As oficinas serão direcionadas para pessoas que tenham ou não experiências corporais prévias, e possibilitará que os participantes desenvolvam suas capacidades de interpretar sem a rigidez de uma estética de dança única, porém trabalhando conceitos amplos como espacialidade, gravidade e suspensão, ritmo, coordenação, intenções de movimento, memória e improvisação. Os participantes da oficina que se interessarem poderão participar da última cena do espetáculo. A classificação é livre. *Informações da Assessoria.
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