De janeiro à 10 de julho, 594,4 mil hectares do Pantanal de MS já foram destruídos pelo fogo.
(Foto: Álvaro Rezende)
A Operação 2024 de combate à incêndios no Pantanal completou 100 dias. A operação teve inicio em 2 de abril, quando os Bombeiros começaram as atividades de planejamento das estratégias, seguida da fase de instalação das bases avançadas até o atual período de combate às chamas. Em relatório divulgado pela instituição nesta quinta-feira, 11 de julho, os números apresentados não são nada animadores.
Em 2024, de janeiro até 10 de julho, 594,4 mil hectares já foram destruídos pelo fogo, o tamanho corresponde a 6% de todo o território do Pantanal e representa um aumento de 61,91% em relação ao mesmo período de 2020, quando foram queimados 291,2 mil hectares. A medida era considerada até então, a pior temporada de incêndios no Pantanal de MS. Os dados são do sistema LASA da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Neste ano, de janeiro até 10 de julho, segundo dados do INPE, já foram detectados, por satélite, 4.417 mil focos de calor. Esta quantidade representa um aumento de 51,6% em relação ao mesmo período de 2020, quando foram registrados 2.914 mil focos.
No decorrer desta semana, foram concluídos combates nas regiões do Morro do Cruzeiro, onde está situada a estátua do “Cristo Rei do Pantanal”, no Pantanal do Nabileque (próximo ao Buraco das Piranhas), Porto Rabicho, Porto Sucuri, na Nhecolândia (próximo ao Rio Taquari) e na região do Rio Abobral. A informação é de que atualmente não há áreas com fogo ativo, há somente pontos de atenção ao norte e nordeste de Corumbá (MS). Apesar de não haver fogo ativo, os Bombeiros reforçam que todas as regiões são mantidas sob monitoramento constante.
Situação ao norte e nordeste de Corumbá
Na região conhecida por Tagiloma ou Maracangalha, a Guarnição de Combate à Incêndios Florestais no local continua atuando com supervisão e controle do ponto de atenção dentro de uma área segura e isolada. Os militares observam alguns pontos de fumaça resultantes da queima lenta de materiais lenhosos. Toda a região segue em constante vigilância para que não haja reignição dos focos.
No Paraguai Mirim, próximo ao Rio Paraguai, as guarnições mantém as atividades de monitoramento e controle, com o objetivo de evitar a reignição do fogo.
As áreas onde foram concluídos os combates, seguem sendo monitoradas pelas equipes locais e pela Sala de Situações em Campo Grande (MS). Continua em vigência a observação na área do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (PREVI), localizado no município de Naviraí (MS). O IMASUL e o CBMMS continuam monitorando a região em conjunto.
Efetivo
Em 100 dias, a operação já reuniu um efetivo de 885 Bombeiros. Atualmente, este efetivo está em 489 militares. Desde o dia 2 de abril, foram mobilizados 1.522 mil materiais e 97 viaturas para realização de 251 ações de combate e 298 preventivas.
O efetivo atual da operação é de 95 bombeiros militares, incluindo 12 especialistas em combate a incêndios florestais e oito especialistas em drones para detecção precoce, monitoramento contínuo, mapeamento aéreo, avaliação pós-incêndio, planejamento de rotas e comunicação em tempo real.
O apoio aéreo em uso conta com cinco militares no Grupamento de Operações Aéreas do CBMMS, bem como militares e civis de outras instituições. Há ainda o reforço de 80 militares da Força Nacional, 233 profissionais do IBAMA, ICMBio, brigadistas do PrevFogo, além de agentes das Forças Armadas e Polícia Militar do Mato Grosso do Sul.
Frota
- 5 aeronaves Air Tractor (1 do CBMMS, 4 do ICMBio)
- 2 helicópteros da Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo (CGPA)
- KC390, da Força Aérea Brasileira
- 1 helicóptero do IBAMA
- 2 helicópteros "Pantera"
- 1 "Cougar" do Exército Brasileiro
- 5 caminhões (AT e ABTF) de combate a incêndio
- 3 embarcações (lanchas) do CBMMS
- 1 Marajó 90HP da Polícia Civil
- 9 caminhonetes do CBMMS
- 24 da Força Nacional equipadas com kits de combate
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