De janeiro a setembro deste ano, o crescimento dos avisos emitidos foi de 27%.
(Foto: Marcello Carmago/Agênci Brasil)
Na comparação entre o mês de setembro do ano passado e o deste ano, as áreas sob alertas de desmatamento no Cerrado subiram 149%. O número foi calculado pelo sistema Deter-B do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Especial), em todo o Brasil.
Em Mato Grosso do Sul, 20,36 km² correspondem à área ameaçada no período mais atual e foram 140 o número de avisos emitidos. Já em setembro do ano passado, foram quase 7 km², com 14 avisos.
Em todos os Estados cobertos pelo bioma, já são 517 km² em áreas sob alerta este ano. De janeiro a dezembro do ano passado, foram 273 km². De toda a série histórica de análises do sistema, setembro deste ano registra alta recorde para o mês.
Dez municípios concentraram quase um terço (28,74%) do total de áreas sob alertas de desmatamento no bioma de janeiro a setembro deste ano, o líder foi São Desidério (BA), seguido por Jaborandi (BA), Balsas (MA), Cocos (BA) e Barreiras (BA).
Os estados com áreas identificadas tiveram mais áreas sob alerta em setembro. Foto: Reprodução/INPEDe janeiro a setembro, o crescimento dos avisos emitidos para desmatamentos no bioma brasileiro foi de 27% em comparação com os mesmos meses do ano passado.
O Deter não tem a meta de medir com precisão áreas desmatadas. O objetivo é detectar o desmate enquanto ele ocorre para orientar a fiscalização ambiental em campo. O uso serve para apontar tendências.
Segundo o Inpe, estima-se que pelo menos metade do desmatamento que ocorre no Cerrado apresente algum tipo de ilegalidade, seja pela ausência de autorização ou por não respeitar os percentuais de reserva legal estabelecidos pela legislação.
A taxa anual de desmatamento é medida de agosto a julho por outro sistema do Inpe, o Prodes, e deverá ser divulgada no mês que vem.
Queda
O Deter-B realiza a mesma medição na Amazônia Legal. Nesse bioma, houve queda das áreas sob alertas de desmatamento em 56,8% em setembro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2022.
Na Amazônia, 10 municípios concentraram quase um terço (30,9%) do total de áreas de janeiro a setembro deste ano: o líder foi Altamira (PA), seguido por Apuí (AM), Feliz Natal (MT), São Félix do Xingu (PA), e Porto Velho (RO).
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