Pessoas de todos os lugares vieram a um dos destinos mais prestigiados do Brasil.
(Foto: Bruno Rezende / Saul Schramm)
Muito além dos shows musicais, o FIB (Festival de Inverno de Bonito) 2023 teve um pouco de tudo: teatro, dança, cinema, oficinas, grafite, contação de histórias/literatura, gastronomia, artesanato, circo, economia criativa, esportes, programação infantil, inclusão, tecnologia e sustentabilidade.
Durante cinco dias (de 23 a 27 de agosto), a cidade de 23.659 habitantes (IBGE 2022) viu o número de pessoas se multiplicar: aproximadamente 100 mil prestigiaram as atrações, espalhadas por toda a cidade, inclusive na periferia e em escolas públicas.
Pessoas de todos os lugares vieram a um dos destinos mais prestigiados do Brasil aproveitar o Festival e visitar as belezas naturais. Hotéis e pousadas trabalharam com lotação máxima.
Entre os shows, Paulinho Moska e Maria Gadú, Fafá de Belém, Iza, Emicida, Trio Parada Dura e Emicida. O slogan deste ano foi "onde a arte inspira a natureza respira".
Novidades
Uma das novidades deste ano foi o Festival Bonitinho, que promoveu a participação das famílias por meio de uma programação voltada para as crianças, como Palavra Cantada e Mundo Bita.
Programação voltada para crianças atraiu muitas famílias ao Festival. Foto: Bruno Rezende / Saul SchrammInclusão
Outro foco do FIB 2023 foi a inclusão, com um espaço dedicado exclusivamente a pessoas com deficiência em frente ao palco e Libras (Língua Brasileira de Sinais) durante as apresentações.
Encerramento
Com o agro em alta, Mato Grosso do Sul não podia encerrar um dos seus principais eventos culturais sem o sertanejo subir ao palco.
O Trio Parada Dura tem 100 milhões de discos vendidos desde 1972, quando foi criado. Foto: Marithê do CéuLeonito, Xonadão e Creone são os nomes da atual formação do consagrado Trio Parada Dura, o responsável por fazer dançar quem é de dança, cantar quem é do canto e chorar quem tem aquele sentimento preso na garganta e precisava soltar a sofrência guardada no coração - e não há palco melhor do que o Festival de Inverno de Bonito 2023 para isso.
"Cantamos músicas que marcaram. Procuramos tirar um sucesso de cada disco. Claro que tem os clássicos Telefone Mudo, Andorinhas, Fuscão Preto, entre outros, mas não deixamos de fora sucessos mais recentes como Aceita que Dói Menos e músicas de amigos nossos que são hinos da música sertaneja", comenta o sanfoneiro Xonadão, integrante do grupo desde 2005.
O tempo de carreira e os sucessos emplacados nas rádios e nas lojas de discos - que outrora ditaram o ritmo da indústria fonográfica - colocam o trio como um dos grupos musicais de maior sucesso do país, uma espécie de The Rolling Stones do interior brasileiro com quase 1,5 milhões de ouvintes mensais na plataforma de streaming Spotify - fora 11 discos de ouro e cinco de platina, além de um DVD de ouro. São 100 milhões de discos vendidos desde 1972, quando foi criado.
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