Fogo iniciou na madrugada de terça-feira (20).
(Divulgação/Bombeiros)
Desde a madrugada de terça-feira (20), as Guarnições de Combate a Incêndios Florestais (GCIF) atuantes na Operação Pantanal 2022, lutam contra um incêndio que acomete parte da Serra do Amolar, a margem esquerda do rio Paraguai. O local é de difícil acesso, com mata muito densa e muitos corixos secos, o solo é extremamente escorregadio e argiloso, com graves riscos aos combatentes. As equipes do Corpo de Bombeiros Militar, juntamente com brigadistas florestais de propriedades rurais próximas e o auxílio do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), vem atuando diuturnamente para combater o fogo e evitar que alastre pela região.
A Serra do Amolar, juntamente com a Serra da Bodoquena e o Chaco boliviano delimitam o Pantanal. Ela está localizada entre os Estados do Mato Grosso do Sul (MS), Mato Grosso (MT) e a Bolívia, e faz parte do município de Corumbá.
Desde de 2020, quando 90% da região foi tomada pelo fogo, onde muitos animais morreram e parte da vegetação foi totalmente destruída, causando um dos maiores desastres da região, o Corpo de Bombeiros Militar compreendeu a importância de manter o equilíbrio ambiental e a segurança da região, a fim de evitar novas catástrofes ecológicas.
Atualmente as equipes realizam trabalho de prevenção para evitar a reignição dos focos. Foto: Divulgação/BombeirosPara proteger este bioma tão dependente dos ciclos da chuva e que também é muito afetado pela ação humana, o Corpo de Bombeiros Militar destacou duas equipes de trabalho para permanecerem na Serra do Amolar durante a Operação Pantanal 2022, de Combate a Incêndios Florestais, a fim de diminuir o tempo resposta em caso de incêndios na região.
Imagem por satélite comprovam que as equipes estão conseguindo controlar o avanço do fogo, isso graças a técnicas e equipamentos específicos, somados a uma estratégia de combate que exige muito preparo físico, conhecimento do terreno e do clima da região. A meteorologia nos dá uma probabilidade de 70% de chuvas para os próximos dias na Serra do Amolar. Porém, enquanto ela não chega, o Corpo de Bombeiros estará lá para a proteção do nosso santuário ecológico.
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