Estátua de Antônio Maria Coelho, comandante da tropa responsável pela retomada de Corumbá, se destaca no Jardim da Independência.
(Divulgação)
Na segunda-feira (13), uma Sessão Solene na Câmara Municipal de Vereadores de Corumbá, celebrará os 155 anos da Retomada da cidade, ocorrida em 13 de junho de 1867. Durante o ato comandado pelo Poder Legislativo corumbaense, serão prestadas homenagens com a outorga da Medalha do Mérito Legislativo Antônio Maria Coelho a personalidades pelos significativos trabalhos prestados em prol da região.
A Sessão Solene acontece a partir das 19 horas, no Plenário Dr. Léo de Medeiros Guimarães. Esta será a segunda vez que a Câmara realiza a entrega de comendas que levam o nome de Antônio Maria Coelho, herói da Retomada, no mês em que a cidade celebra o feito. Anteriormente, isso ocorria no final de cada ano, junto com a solenidade de entrega de Títulos de Cidadão Corumbá.
A partir de 2019, a entrega das medalhas passou a ocorrer em junho, por sugestão do presidente do Poder Legislativo, Roberto Façanha, que também presidia a Câmara na época, e apoiado por todos os vereadores da legislatura passada.
“Nada mais justo que celebrar a Retomada de Corumbá, realizando uma Sessão Solene para entrega das Medalhas do Mérito Legislativo Antônio Maria Coelho, em junho, junto com outras atividades que ocorrem no período”, lembrou Façanha.
Nos últimos dois anos, a solenidade não ocorreu em virtude das medidas adotadas pelas autoridades em saúde para combater a pandemia da Covid – 19. Com a redução de casos e também dos óbitos, o evento volta a acontecer na cidade.
A Retomada
Desde o início de 1865, na primeira fase da Guerra do Paraguai, Corumbá estava sob controle das tropas paraguaias lideradas pelos coronéis Vicente Barrios e Izidoro Resquin.
Porém, no ano de 1867, o então presidente da província de Mato Grosso, Couto Magalhães, decidiu planejar uma operação para retomar Corumbá com tropas provenientes de Cuiabá.
A esta altura, Corumbá era protegida por uma pequena guarnição paraguaia de 200 soldados, uma vez que as tropas foram desviadas para outros fronts, já que em março de 1865, Solano López chamou o coronel Barrios de volta para o Paraguai levando consigo a maioria das forças instaladas na província, deixando apenas algumas guarnições de segurança em pontos estratégicos do local.
Um decreto paraguaio, expedido no dia 13 daquele mês, dizia que o Paraguai já era senhor de Coimbra, Albuquerque, Corumbá e Cerro de Dourados (Coluna do Alto Paraguai). Seria inútil deixar aí mais gente do que necessária, quando a situação do momento aconselhava o emprego, no sul da república, de todos os recursos militares.
Após os preparativos feitos em Cuiabá, partiu para Corumbá, o 1.º Batalhão Provisório do Exército do Brasil com mil homens, sob o comando do coronel Antonio Maria Coelho, no dia 15 de maio de 1867, em embarcações através do Rio Cuiabá.
No dia 12 de junho, as tropas desembarcam em uma região próxima da vila, cerca de 25 quilômetros de distância. Na madrugada do dia 13 de junho, o coronel Coelho levantou acampamento e iniciou marcha até a cidade e ao se aproximar iniciou os preparativos do ataque.
Às 14 horas começam os ataques em pontos distintos, que duraram até às 18 horas. As tropas brasileiras perderam ao todo nove homens, dentre os quais, o tenente Manoel de Pinho e o capitão Cunha e Cruz. Outros 27 homens ficaram feridos. Foram aprisionados 27 paraguaios, do total de uma tropa de 200 homens, que havia se instalado Corumbá.
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