O grupo será criado a partir de procedimento administrativo instaurado pelo MPMS (Ministério Público Estadual) e publicado nesta sexta-feira (3).
(Organização Mundial da Saúde (OMS))
Uma força-tarefa que contará com representantes de órgãos de Saúde e entidades irá implantar um plano de contingência com ações para combater a varíola dos macacos no estado do Mato Grosso do Sul (MS).
O grupo será criado a partir de procedimento administrativo instaurado pelo MPMS (Ministério Público Estadual) e publicado nesta sexta-feira (3). O plano de contingência contará com a SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde), a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande, Conselho Municipal de Saúde, Conselho Regional de Enfermagem, Comissão de Saúde da Câmara Municipal, Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa e Comissão de Saúde da OAB-MS.
À frente do processo, a promotora Daniella Costa da Silva, da 32ª Promotoria de Justiça, reforça que o grupo será responsável por elaborar e implementar ações estratégicas para enfrentamento de casos da Monkeypox, a varíola dos macacos.
Os trabalhos do grupo devem seguir orientações emitidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em nota técnica publicada no mês passado que detalha o que se sabe até agora sobre a doença e procedimentos para notificação de casos.
No dia 30 de maio, um adolescente boliviano, foi internado na Santa Casa de Corumbá com suspeita de portar o vírus, porém uma nota emitida pela direção técnica do hospital no dia 31, esclareceu que era “pouco provável a infecção pelo referido vírus”. Ao Capital do Pantanal, Simon, Cônsul da Bolívia, que acompanha o caso de perto, afirmou que o rapaz teve reação alérgica a medicamentos receitados em Puerto Quijarro e que não se trata da varíola dos macacos. Enquanto exames diaginósticos da doença não ficam prontos, o paciente continua isolado.
O que se sabe até agora sobre a varíola dos macacos
Originalmente conhecida como Monkeypox, a varíola dos macacos é uma doença endêmica da África e recentemente tem causado alerta no mundo por conta de infecções registradas desde o início de maio na América do Norte e Europa. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), até semana passada eram 131 casos confirmados e 106 suspeitos em todo o mundo.
O que chama atenção das autoridades mundiais em saúde é que essa é a primeira vez que a doença causa surto em várias partes do mundo sem que os pacientes com a doença tenham viajado para a África.
De acordo com o Instituto Butantan, a varíola dos macacos pode ser definida como uma “doença febril” aguda, que ocorre de forma parecida à da varíola humana.
Principais formas de contágio da varíola dos macacos
A infecção pelo vírus se dá de três formas: em contato com um macaco infectado com o vírus, com outra pessoa doente e também com materiais contaminados. De pessoa para pessoa, o vírus é transmitido no contato com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama.
Portanto, as formas mais comuns de contágio são as seguintes:
- do contato com roupas ou lençóis (como roupas de cama ou toalhas) usados por uma pessoa infectada;
- do contato direto com lesões ou crostas de varíola de macaco;
- da exposição próxima à tosse ou a espirro de um indivíduo com erupção cutânea de varíola.
Sintomas e prevenção
Segundo as autoridades, o período de incubação do vírus varia de sete a 21 dias e os sintomas costumam aparecer após 10 ou 14 dias. Além das erupções cutâneas, a varíola dos macacos causa dores musculares, na cabeça e nas costas, febre, calafrios, cansaço e inchaço dos gânglios linfáticos.
Em nota emitida na semana passada, o Ministério da Saúde afirma que o melhor método de prevenção para o contágio é reforçar a higiene das mãos e ter cuidado no manuseio de roupas de cama, toalhas e lençóis usados por pessoas infectadas.
Vale ressaltar que não há tratamento específico para a doença ou vacina contra o vírus, no entanto, a vacina padrão contra varíola também protege contra esse vírus. A varíola foi erradicada no mundo em 1980.
Nos Estados Unidos, último país fora do continente Africado a registrar surto da doença no início dos anos 2000, não houve nenhuma morte causada pela doença. Segundo especialistas, esse cenário revela que com assistência adequada, a doença, apesar de grave, pode não representar uma epidemia, como a causada por vírus respiratórios, como a Covid-19.
* Com informações do Mídiamax
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