Iniciativa partiu da vereadora Raquel Bryk.
(Divulgação)
A Câmara Municipal de Corumbá aprovou uma Moção de Apoio de Apoio às vereadoras Marcia Lobo (MDB), Cida do Zé Bugre (PL) e Gabriela Delgado (PSB), de Nova Andradina - MS, em decorrência de ataques ofensivos sofridos pelas parlamentares nas redes sociais.
A proposta partiu da vereadora corumbaense Raquel Bryk, Procuradora da Mulher no Poder Legislativo de Corumbá, por meio de um requerimento aprovado por unanimidade durante Sessão Ordinária.
“Manifesto meu apoio e solidariedade às colegas, reiterando que esta Câmara não poderia deixar de demonstrar seu apoio às vereadoras, e repudio aos ataques sofridos pelas parlamentares”, afirmou Raquel. As três registraram ocorrência contra grupos de WhatsApp e pessoas envolvidas em declarações difamatórias nas redes sócias.
“Ressalto que ataques e agressões contra mulheres com atuação nos espaços de poder ou com mandato político não podem ser naturalizados, pois, além de não serem manifestações de liberdade de expressão, não agrega em nada ao debate público, é considerada violência política de gênero que acontece, na maioria dos casos, não em forma de agressão física, mas em ataques, ameaças, intimidação psicológica, humilhações e ofensas, como nesse episódio em Nova Andradina”, continuou.
No documento apresentado na Câmara de Corumbá, Raquel citou que “quando uma mulher chega ao poder, mesmo com todas as desigualdades entre os gêneros imposta pela sociedade patriarcal, ela ainda enfrenta muitas dificuldades para manter o cargo conquistado, simplesmente por ser mulher.
A vereadora corumbaense lembrou que as mulheres representam cerca de 13% dos cargos eletivos de todas as esferas políticas do Brasil (Municipal, Estadual e Federal). “Essa baixa representatividade e participação das mulheres na política nacional é reflexo da desigualdade de gênero que predomina em todas as esferas da sociedade brasileira”, observou.
“A violência política de gênero deve ser combatida, pois representa uma grave violência contra todas as mulheres do Brasil e que tem a finalidade de impedir ou restringir o acesso, de nós mulheres, ao exercício de funções públicas, bem como induzir a uma tomada de decisões contrárias à nossa vontade”, concluiu Raquel Bryk.
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