Equipes da PF estão nas ruas cumprindo mandados em cidades de MS e mais quatro estados brasileiros.
(Divulgação)
Nesta quarta-feira, 24 de novembro, a Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram juntas duas operações contra o tráfico internacional de drogas e a lavagem de dinheiro, as operações Canis e Urano.
As investigações da Operação Canis teve início com a abordagem e fuga de um homem no posto de imigração fronteiriço entre Corumbá e o país vizinho, Bolívia. Com ele havia uma extensa contabilidade criminosa, dez aparelhos celulares e documento falso. Posteriormente este homem foi identificado como líder de uma organização criminosa que responsável pelo tráfico internacional de cocaína através de aeronaves.
Durante a fase sigilosa da operação, que teve início em fevereiro de 2019, foi apreendida carga de quase meia tonelada de cocaína em aeronave oriunda da Bolívia e identificados diversos partícipes da empreitada criminosa.
Na fase ostensiva da operação, deflagrada hoje, 38 Policiais Federais cumprem quatro mandados de prisão e nove de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Dourados, além de Atibaia, no estado de São Paulo, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e em Foz do Iguaçu, no Paraná. A justiça determinou ainda o sequestro de um imóvel de luxo, diversos veículos e duas aeronaves.
Canis aureus é o nome científico do chacal, animal que apelidava o principal alvo da operação, o qual já fora investigado e preso em operações anteriores, todas relacionadas ao tráfico de entorpecentes.
Na Operação Urano, com objetivo inicial de apurar atividades de um segundo grupo dedicado ao tráfico internacional de entorpecentes a partir da cidade de Amambai, quando 220 quilos de maconha foram apreendidos em Naviraí, e um esquema de lavagem de dinheiro foi revelado através da análise dos dados bancários e fiscais dos investigados.
O trabalho investigativo foi desenvolvido com o Núcleo de Pesquisa e Investigação da Receita Federal de MS, que apontou diversas pessoas e empresas na movimentação e ocultação de valores do grupo criminoso.
Hoje são cumpridos nove mandados de busca e apreensão e um de prisão nas cidades de Campo Grande (MS) e Goiânia (GO).
O nome da Operação remete ao nome do principal investigado, que coincide com o nome de uma das luas do planeta Urano.
As investigações tramitaram junto à Justiça Federal em Corumbá e Campo Grande e foram deflagradas conjuntamente em razão da existência de investigados em comum.
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