Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026
Contra o Feminicídio

Campanha Constante do Sinal Vermelho agora é Lei em Corumbá

19 ago 2021 - 06h01   atualizado em 03/03/2026 às 09h23

Gesiane S. Lourenço

Campanha Constante do Sinal Vermelho agora é Lei em Corumbá A Lei dispõe sobre a implantação de Medidas Locais de Combate e Prevenção à violência contra as meninas e as mulheres da região. (Agência Brasil)

Publicada na edição de ontem, quarta-feira, 18, do Diário Oficial do Município, a Lei nº 2.780, de 16 de agosto de 2021, que dispõe sobre a implantação de Medidas Locais de Combate e Prevenção (MLCP) e da Campanha Constante do Sinal Vermelho em Corumbá, visando o combate e prevenção à violência contra as meninas e as mulheres da região, em especial à violência doméstica e familiar, nos termos da Lei Federal nº 11.340, de 07 de Agosto de 2.006, a Lei Maria da Penha. 

A Lei foi promulgada na última segunda-feira, 16, pelo presidente do Poder Legislativo corumbaense, vereador Roberto Façanha. A proposta, em forma de Projeto de Lei, foi apresentada pela vereadora Raquel Bryk em março e aprovada pelos demais pares da Casa de Leis, após trâmites legais. 

A vereadora, ao apresentar o Projeto, lembrou o crescimento dos índices de feminicídio no Brasil desde o início da pandemia da Covid-19, e que números publicados em 2020 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, motivaram o Poder Judiciário a propor uma nova estratégia para dar um basta na violência contra a mulher. 

Ela se disse lisonjeada pelo fato de estar fazendo parte de um processo importante de construção de políticas públicas, voltadas ao combate da violência contra a mulher, como também pelo fato de que o seu projeto se tornou Lei, justamente durante a campanha do Agosto Lilás em Corumbá, uma referência à Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra mulheres de todo o Brasil. 

Lei é de autoria da vereadora Raquel BrykA Lei é de autoria da vereadora Raquel Bryk, inspirada na campanha Sinal Vermelho. Foto: Divulgação

A vereadora recordou o dia 10 de junho de 2020, quando a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), lançou a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica, que teve como proposta um ato simples, mas que já tem salvado muitas vidas: um “X” vermelho desenhado na palma de uma das mãos. 

“Propomos esta Lei inspirada na campanha ‘Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica’, com a finalidade de oferecer mais segurança, amparo e proteção às mulheres, permitindo que as vítimas se identifiquem em determinados locais e, a partir daí, sejam ajudadas e encaminhadas para que as devidas soluções sejam igualmente tomadas”, explicou. 

Importante Ferramenta 

Pela Lei, o indicador “Sinal Vermelho” constitui uma ferramenta eficaz de combate e prevenção à violência contra as meninas e mulheres, permitindo que as vítimas possam pedir socorro e ajuda, expondo a mão com uma marca em forma de um “X”, que poder ser feito com caneta ou mesmo um batom ou até mesmo por meio de um bilhete, a ser mostrado para a comunicação do pedido. 

O protocolo básico e mínimo das medidas de que tratam esta Lei, consiste em que, ao identificar o pedido de socorro e ajuda, ou ao ouvir o código “sinal vermelho”, o atendente de farmácias, padarias, açougues, supermercados, lojas comerciais, restaurantes, portarias e condomínios, hotéis, pousadas, bares, repartições publicas e instituições privadas, procedam, de forma discreta, a coleta do nome da vítima, seu endereço ou telefone, ligando imediatamente para o número 190 (Polícia Militar), ou outro canal disponibilizado pela Rede de Enfrentamento, e informar a situação. 

Sempre que possível, a vítima será conduzida, de forma sigilosa e com discrição, a local reservado no estabelecimento, para aguardar a chegada da autoridade de segurança pública. 

Dispõe também que o órgão ou secretaria responsável, deverá promover ações necessárias a fim de viabilizar a construção de protocolos específicos de assistência e segurança às meninas e mulheres em situação e violência, devendo integrar medidas a serem aplicadas no momento em que a vítima efetuar o pedido, mesmo que impossibilitada de informar os seus dados pessoais, durante o diálogo com a Sociedade Civil, os equipamentos públicos de atendimento às mulheres e os conselhos, organizações e entidades com reconhecida atuação no combate e prevenção á violência contra as meninas e as mulheres. 

Prevê ainda que, dentro das medias implantadas, deverá haver a promoção de ações para a integração e cooperação com o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Militar, a Delegacia de Atendimento à Mulher, e demais representantes ou entidades representativas do comércio em geral que aderirem à campanha, repartições públicas e instituições privadas, visando a promoção e efetivação das Medidas Locais de Combate e Prevenção (MLCP), e de outras formas de combate e prevenção à violência contra a mulher, conforme disposto no artigo 8º da Lei Maria da Penha. 

Além disso, dispõe que o município deverá promover campanhas constantes e necessárias para promoção e efetivação do acesso das meninas e mulheres em situação e violência doméstica, bem como da sociedade civil, aos protocolos e medidas de proteção prevista em Lei, por meio de cartazes informativos afixados no interior dos estabelecimentos que aderirem às Medidas Locais, com destaque para as farmácias, padarias, açougues, supermercados, lojas comerciais, restaurantes, portarias de condomínios, hotéis, pousadas, bares, repartições públicas e instituições privadas, com o seguinte texto “SINAL VERMELHO CONTRA A VIOLÊNCIA, VOCÊ NÃO ESTA SOZINHA”. 

Além disso, o Município deverá disponibilizar em sítio eletrônico oficial, a relação dos estabelecimentos que participarão das Medidas Locais de Combate e Prevenção, implantadas por esta Lei, que deverá ser regulamentada por Decreto pelo Poder Executivo. 

Leia Também

Discussão termina em garrafada e deixa mulher ferida no Maria Leite
Plantão

Discussão termina em garrafada e deixa mulher ferida no Maria Leite

Colisão entre carro e moto deixa casal ferido no bairro Kadiwéu
Trânsito

Colisão entre carro e moto deixa casal ferido no bairro Kadiwéu

Entenda como Nossa Senhora Aparecida se tornou padroeira do Brasil
Devoção

Entenda como Nossa Senhora Aparecida se tornou padroeira do Brasil

Após cura de câncer, irmãs percorrem 600 km para agradecer a Carlo Acutis
Devoção

Após cura de câncer, irmãs percorrem 600 km para agradecer a Carlo Acutis

Quedas de moto quase simultâneas deixam duas pessoas feridas em Corumbá
Trânsito

Quedas de moto quase simultâneas deixam duas pessoas feridas em Corumbá

Detran-MS suspende sistemas digitais neste final de semana para manutenção
Serviço

Detran-MS suspende sistemas digitais neste final de semana para manutenção

Carreta colide com árvore caída na BR-262
Acidente

Carreta colide com árvore caída na BR-262

Prefeitura assina contrato de R$ 8,2 milhões para construção de escola no Cristo Redentor
Educação

Prefeitura assina contrato de R$ 8,2 milhões para construção de escola no Cristo Redentor

Corumbá e Ladário têm R$ 300 mil previstos para compra de alimentos da agricultura familiar
Agricultura familiar

Corumbá e Ladário têm R$ 300 mil previstos para compra de alimentos da agricultura familiar

UFMS abre sete vagas para professores no Campus do Pantanal, em Corumbá
Concurso

UFMS abre sete vagas para professores no Campus do Pantanal, em Corumbá

Mais Lidas

Mãe vive manhã de pânico após filho violar medida protetiva em Corumbá
Polícia

Mãe vive manhã de pânico após filho violar medida protetiva em Corumbá

Discussão entre vizinhos termina com ameaça armada em Corumbá
Polícia

Discussão entre vizinhos termina com ameaça armada em Corumbá

Homem é preso após invadir a casa da ex e fazer ameaça de morte
Polícia

Homem é preso após invadir a casa da ex e fazer ameaça de morte

Colisão entre carro e moto deixa casal ferido no bairro Kadiwéu
Trânsito

Colisão entre carro e moto deixa casal ferido no bairro Kadiwéu