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Eles começaram a chegar na esquina da Antônio Maria, local de parada do coletivo, por volta das 18h e, neste momento estacionava um ônibus vindo de Ladário. Daí em diante a espera foi penosa para os usuários que enfrentaram garoa, sereno, falta de banheiro ou banco para aguardar o embarque, na noite desta quinta-feira, 26, até o município ladarense. O motorista que desceu ficou aguardando o substituto que não chegava. Passados quase três horas, e mesmo a população pedindo para ele leva-los até o destino, este se recusou e continuou parado atrás do coletivo, que permaneceu ligado as três horas gastando combustível.
Além do incômodo para clientes de uma pizzaria na esquina, o grupo chamava a atenção porque havia gente com muletas vindo da fisioterapia, idosos e crianças. Segundo a senhora Bete, moradora de Ladário que sofre dores na coluna, isso ocorre com frequência, “todo dia é a mesma coisa. As vezes quebra, as vezes eles correm tanto entre esses paralelepípedos que chega a assustar os passageiros, mas desta vez passaram do limite. Estou aqui desde as 18h, já tomei chuva, estou molhada, com dores no corpo e ninguém toma uma providência”, disse a senhora ao Capital do Pantanal mostrando a roupa ensopada.
Dona Bete, com dores e ensopada aguardou por mais de duas horas para voltar para casa. Foto: Sylma LimaDesde a semana passada tem chegado reclamações de usuários na redação deste jornal, que acabou por conferir e flagrar o pouco caso com os passageiros, “é uma humilhação que enfrentamos diariamente. Ônibus velhos que quebram no percurso e só passa aqui a cada três horas” disse Ivan Moisés.
Enquanto isso, um coletivo da Viação cidade Corumbá passava pelo local em alta velocidade, não reduzindo a marcha nem mesmo nas vias esburacadas ou lajotadas. Não há “ponto de ônibus” , na verdade os passageiros se ‘amontoam’ no meio fio da calçada dos Correios enquanto aguardam a boa vontade dos motoristas, que por sua vez, cumprem determinação da empresa (Canarinho). “Vergonha, descaso e humilhação é o que passamos. Tenho pena dos idosos que são obrigados a enfrentar essa barbaridade diariamente”, disse a dona de casa Fátima Marinho.
Esse ônibus ficou parado e ligado por três horas no local. Foto: Sylma LimaQuanto ao coletivo que ficou parado, mas ligado, gastando combustível por três horas, foi dito aos usuários que estava com a barra de direção quebrada. Faltando 15 minutos para as 21 horas, o grupo finalmente conseguiu embarcar, em outro ônibus que foi enviado pela empresa.
Povo desesperado para chegar em casa depois de um longo dia de trabalho. Foto: Sylma Lima
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