Pesquisa aponta que nos próximos seis meses empresário segue acreditando na melhora.
(Divulgação)
O empresário industrial de Mato Grosso do Sul segue confiante, de acordo com o ICEI/MS (Índice de Confiança do Empresário Industrial de Mato Grosso do Sul) apurado em janeiro deste ano pelo Radar Industrial da Fiems. Neste mês, o ICEI alcançou 51,2 pontos, sendo que todos os componentes do indicador de expectativas ficaram acima da linha divisória dos 50 pontos, ou seja, para os próximos seis meses o empresário industrial segue acreditando que ocorrerão melhoras na economia brasileira, sul-mato-grossense e, principalmente, no desempenho da própria empresa.
Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, em janeiro, 51,1% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, no caso da economia estadual, a piora foi apontada por 44,7% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 42,5% dos empresários. “Além disso, para 40,4% dos empresários não houve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 48,9% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 42,6%”, disse.
Ele acrescenta que para 8,5% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto, em relação à economia estadual, esse percentual chegou a 6,4% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 14,9%. “Em janeiro, 25% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira, sendo que em relação à economia estadual o resultado alcançou 20,8% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 16,7% dos empresários”, enumerou.
Ezequiel Resende destaca que os empresários que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 41,7%, sendo que em relação à economia do Estado esse percentual alcançou 45,8% e, a respeito da própria empresa, o número chegou a 37,5%. “Pelo menos 33,3% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar. Já em relação à economia estadual, esse percentual também chegou a 33,3% e, no caso da própria empresa, 45,9% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado”, pontuou.
Expectativas e intenção de investimento
O empresário industrial de Mato Grosso do Sul acredita que a demanda por seus produtos e o número de empregados devem permanecer estáveis nos próximos seis meses, enquanto em relação às exportações para o mesmo período a expectativa é de aumento. Em janeiro, 21,2% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses, no último levantamento, eram 22,4% nessa condição.
Enquanto 17,3% apontaram queda, contra 25,9% na pesquisa anterior. Já as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 61,5% do total, contra 51,8% no mês anterior. “Em janeiro, 15,1% das empresas responderam que esperam aumentar o número de empregados nos próximos seis meses, no último levantamento, eram 15,3% nessa condição. Enquanto 16,9% apontaram que esse número deve cair, contra 18,8% na pesquisa anterior”, declarou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, completando que as empresas que acreditam que o quadro de funcionários se manterá estável responderam por 67,9% do total, contra 65,9% no mês anterior
Em janeiro, 30,8% das empresas que responderam esperam aumento nas exportações de seus produtos nos próximos seis meses, no último levantamento, eram 15% nessa condição. “Enquanto nenhuma delas apontou queda, contra 15,0% na pesquisa anterior. Já as empresas que acreditam que suas exportações se manterão estáveis responderam por 69,2% do total, contra 70,0% no mês anterior”, disse Ezequiel Resende.
Já em relação ao índice de intenção de investimento o indicador mostra que segue melhorando. O índice relativo à intenção de investir do empresário industrial aumentou na passagem de dezembro do ano passado para janeiro deste ano, saindo de 46,3 para 49,6 pontos. Por fim, o índice de intenção de investimentos varia de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir.
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