Pesquisadores analisam acesso da população a serviços públicos e políticas voltadas a grupos vulneráveis.
(Foto: Renê Marcio Carneiro/PMC)
Pesquisadores da UFMS estão ouvindo moradores das quatro maiores cidades de Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá) para entender como diferentes grupos sociais acessam serviços públicos e políticas municipais. O projeto, chamado “Diagnóstico das Desigualdades Materiais e Simbólicas em Mato Grosso do Sul”, teve início em 2025 e envolve professores, estudantes e colaboradores externos.
O objetivo é mapear ações voltadas a mulheres, indígenas, LGBTs, idosos, pessoas com deficiência, negros, jovens, entre outros segmentos da população. Um questionário online foi criado para que os próprios moradores relatem experiências com saúde, educação, transporte e outros serviços oferecidos pelas prefeituras.
“O Laboratório de Estudos Urbanos surgiu com o objetivo de desenvolver estudos e pesquisas sociais aplicadas ao contexto urbano. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação e sustentabilidade. Contribui para o entendimento crítico das dinâmicas urbanas e políticas públicas, alinhado aos objetivos de desenvolvimento sustentável, especialmente àqueles voltados à construção de cidades inclusivas, seguras e sustentáveis”, explica o antropólogo Guilherme Passamani, coordenador do projeto.
A pesquisa reúne dados e percepções com base em visitas de campo, entrevistas e análises estatísticas.
“As políticas públicas são as vitrines do poder público. São por elas que o cidadão conhece e vivencia a presença governamental no seu cotidiano. A opinião e avaliação que a maioria das pessoas têm de um certo governo ou das instituições políticas em geral depende muito dos serviços públicos, especialmente no que diz respeito à facilidade (ou não) de acesso, à qualidade do atendimento prestado, ao tempo de espera e à eficácia na resolução do problema que o cidadão apresenta, por exemplo”, afirma o cientista político Daniel Estevão Miranda.
Com os dados em mãos, a equipe pretende promover um evento de inovação reunindo representantes do setor público, privado e organizações da sociedade civil para propor soluções.
“De posse desse diagnóstico, nosso plano é realizar um evento-ação (Hackathon de Inovação em Políticas Públicas) que reúna profissionais de todos os setores (público, privado e terceiro setor) e que atuem nas áreas cobertas por este projeto para proporem soluções inovadoras para os problemas delineados por aquele diagnóstico. Soluções estas que esperamos ver beneficiando diretamente a população”, comenta Passamani.
“Nosso estudo é pioneiro ao analisar, com base em dados regionais, um tema fundamental para todas as sociedades e governos no mundo contemporâneo: a desigualdade material e as atitudes sociais a ela inter-relacionadas. O caráter profundamente inovador deste trabalho reside na abordagem de dados provenientes tanto da atuação concreta das instituições locais (incluindo o que se produz e executa em termos de políticas públicas) quanto dos valores, opiniões e comportamentos específicos das pessoas que vivenciam essas realidades”, comenta Victor Garcia Miranda, cientista político integrante do projeto.
A participação é voluntária. As respostas são anônimas, confidenciais e voltadas exclusivamente à pesquisa acadêmica. Quem quiser contribuir pode acessar o formulário pelo link: https://pt.surveymonkey.com/r/7P8D67F
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