Sábado, 21 de Março de 2026
Cultura

Após seis anos na Cia do Pantanal, Agustín Salcedo celebra sua evolução na dança

24 out 2025 - 11h25   atualizado em 03/03/2026 às 09h33

Danielly Carvalho

Após seis anos na Cia do Pantanal, Agustín Salcedo celebra sua evolução na dança Argentino encontrou no Moinho Cultural um espaço de aprendizado, pertencimento e propósito. (Foto: Assessoria do Moinho Cultural)

Argentino de alma leve e passos firmes, Agustín Salcedo encontrou em Corumbá (MS) o palco que mudaria o rumo de sua vida. No Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, o bailarino viu a arte se transformar em destino. Desde que ingressou na Cia de Dança do Pantanal, em 2019, ele soma experiências que atravessam fronteiras, do Pantanal a Portugal, do Rio de Janeiro a Paris, e agora seguem impulsionando novos voos no cenário internacional da dança.

“O Moinho Cultural representa transformação. Cresci e evoluí muito ali, tanto artisticamente quanto pessoalmente. Foram seis anos cheios de amor e suor, de festivais, aulas, viagens e apresentações. Cada sorriso, cada ensaio, foi uma troca de vida”, relembra o bailarino argentino.

A primeira conexão com o Moinho ocorreu em 2019, quando foi contratado para integrar a companhia. “Lembro de entrar na instituição, um prédio enorme, cheio de vida e de cores. A sala de ensaio era linda. Minhas primeiras lembranças são dos preparativos para o festival de dança em Portugal. Foi ali que conheci a madrinha do Moinho Cultural, Beatriz de Almeida, e o coreógrafo Chico Neller, dois artistas que marcaram meu início”, contou.

Durante seis anos, Agustín mergulhou na rotina da companhia e em uma convivência que ele descreve como familiar. Foram edições do Moinho in Concert, apresentações, viagens e um intenso aprendizado sobre o valor da arte pantaneira. “A Cia leva o Pantanal para o mundo, e isso tem uma importância enorme. É conhecer, aprender e preservar um bioma tão essencial”, destacou.

Intercâmbios e voos internacionais

De Portugal a Paris, Agustín representa uma geração de artistas formados no Moinho que cruzam fronteiras levando consigo a essência do Pantanal. “O Moinho Cultural, e a Márcia, sempre incentivaram o intercâmbio cultural e o diálogo com outras realidades, criando pontes e permitindo trocas que ampliam nossa visão como artistas e como pessoas”, explica.

Essas vivências moldaram sua trajetória. Ele aprendeu com professores e bailarinos de diversos países e passou a enxergar a dança como uma linguagem que conecta culturas. “Cada aula, cada ensaio, foi um aprendizado sobre corpo, cultura e humanidade. Tive trocas com pessoas de Portugal, França, Itália, Espanha, Coreia do Sul e Canadá e cada uma foi única. Tenho certeza de que levo um pouco de cada comigo”, falou.

Entre as lembranças mais especiais, estão a primeira viagem a Portugal e a oportunidade de interpretar Fernão Capelo Gaivota, personagem que se tornou símbolo de sua carreira. “Também guardo com carinho minha primeira viagem ao Rio, junto da Márcia e de dois colegas, e a viagem a Paris, em 2022, que foi inesquecível, especialmente por estar junto dos meus amigos Wellington Júlio e Núbia Santos. Todos os espetáculos da companhia foram marcantes pra mim”, lembra.

A arte como caminho de vida

Hoje, Agustín segue sua trajetória com o mesmo entusiasmo que o levou ao Moinho Cultural. Seu propósito é continuar explorando novos horizontes e unir arte, educação e transformação social. “Quero continuar me desafiando, criando novas obras e colaborando com outros artistas. Também tenho vontade de fortalecer projetos que unam arte, educação e impacto social, inspirando novas gerações assim como um dia fui inspirado no Moinho Cultural”, afirmou.

Mesmo morando fora, o vínculo com a instituição continua presente. “O vínculo com o Moinho é permanente. Tenho um carinho enorme pela Cia e pela instituição. Carrego comigo a essência do que vivi ali e quero voltar um dia para compartilhar tudo o que aprendi”, completou.

Para Agustín, o Moinho foi mais do que um espaço de aprendizado, foi um divisor de águas. “Vejo o Moinho Cultural como uma porta aberta para o futuro. Ele forma artistas e cidadãos. O impacto vai além da dança, da música ou da literatura, é sobre amor, cuidado, garra e esperança. É uma constante transformação”, declarou.

Com gratidão e afeto, ele deixa um conselho aos jovens que sonham trilhar caminhos semelhantes. “Acreditem no processo. Nem sempre o caminho será fácil, mas cada passo tem valor. A dança e a música são mais do que técnica, são entrega, verdade e amor. Persistam, estudem, se escutem e deixem que a arte transforme vocês assim como transformou a mim. Sonhem grande, com humildade e carinho”, finaliza.

Em dezembro, o bailarino volta a Corumbá para subir novamente ao palco do Moinho in Concert, espetáculo que celebra a força da arte pantaneira.*Com informações da assessoria do Moinho Cultural. 

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