Menu
terça, 26 de março de 2019
Dengue
Andorinha - Preços Promocionais para Campo Grande
Geral

Setor produtivo discute o valor da energia no Estado; painel teve presença de diretor da Aneel

15 março 2019 - 08h01Infinito Comunicação

O vice-presidente da Fecomércio-MS, Adeilton Feliciano do Prado, participou na manhã desta quinta-feira, 14, do encontro do setor produtivo de Mato Grosso do Sul com diretores da Aneel, da Energisa MS e da Agepan, intitulado “Como é composta a conta de energia”.

Os representantes do setor produtivo da indústria, agropecuária e comércio abriram o debate trazendo informações gerais sobre como a energia impacta os empresários do Estado.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, observou que a proposta do evento é esclarecer os componentes da tarifa de energia elétrica. “O desmantelo do setor elétrico construído lá atrás nós estamos pagando hoje”. Já o presidente da Famasul, Maurício Saito, destacou importância de se colocar de forma transparente e direta a demanda da energia e ainda se conhecer os investimentos voltados ao setor rural para que se trace a previsibilidade da oferta de energia.

Adeilton enfatizou que no comércio, especialmente atividades mais sensíveis como supermercados, é desafiador contemplar nos custos os impactos da energia elétrica, por isso a importância de momentos como este, para entender a composição tarifária. “A energia chega a impactar em 2% do faturamento dos supermercados, e em determinados setores do comércio, corresponde ao segundo maior custo, perde apenas para a folha de pagamento, por isso, a necessidade de discutirmos este impacto nos custos fixos do setor produtivo”.

O diretor presidente da Aneel, André Pepitone, acompanhado de uma equipe técnica, abordou em sua fala sobre as áreas de distribuição e qualidade, medição setorial e qualidade dos indicadores de continuidade. Lembrou que o setor de geração deixa quase R$ 27 milhões em receitas ao Estado e R$ 49 milhões aos municípios. “São recursos obtidos da arrecadação de impostos cobrados sobre o consumo”.  Outros dados técnicos foram abordados, como a  microgeração distribuída, ligada à rede, que somam 2,5 mil consumidores gerando a própria  energia no Estado.

Quanto à tarifa, MS gera receita de R$ 2,4 bilhões de receita com um milhão de consumidores. O diretor geral enfatizou que no ranking de tarifas, a da Energisa MS está abaixo da média nacional e do Centro-Oeste. Falou sobre o custo da geração elevado com a hidrologia adversa, que leva ao acionamento do parque térmico. “Se quisermos desoneração efetiva temos que dialogar com Ministério das Minas e Energia para acionar térmicas mais baratas e com as secretarias de fazenda via Confaz”, destacou, lembrando que a carga tributária representa 40% do custo. A terceira perna deste tripé são os subsídios que, em 2019, representam custo de R$ 20,2 bilhões, sendo que cada bilhão corresponde a 0,6% de impacto na tarifa. “Precisamos de uma agenda multilateral”, resumiu.

O presidente da Agepan, Valter Almeida, explicou como se dá o convênio com Aneel para fiscalização, destacando a atuação recente na análise de barragens. Valter ressalta que foi feito diagnóstico da atual situação no Estado encaminhado para Aneel.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa, ressaltou que o propósito do encontro é desmistificar a tarifa de energia elétrica e lembrou a importância de o setor produtivo estar reunido no evento. “Há de se fazer claramente a demonstração desse custo para desmistificar qualquer dúvida. O que nos interessa é ter boa energia elétrica, satisfação do consumidor e modicidade tarifária”.

O diretor de Regulação da Energisa, Fernando Maia, fez apresentação técnica, demonstrando o funcionamento do sistema e os componentes no período de 2011 a 2017, apontando redução de 26% na parcela de energia, em termos reais, única da composição que sofreu redução nos últimos anos. Por outro lado, a alíquota de ICMS oscila de 0 a 25%, conforme a faixa de consumo, bem como também a tarifa de iluminação pública oscila em função das faixas, o que, em situação de consumo em alta por conta dos picos de calor, provoca descontinuidade na tarifa. Também apresentou os impactos de subsídios e do risco hidrológico.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Segurança
Projeto de Lei prega proibição de uso de capacete em locais fechados
Comércio
Vereador sugere estudos para criação de feira livre no Ernesto Sassida
Mulher
Com prêmio Helô Urt, Município valoriza atuação em defesa dos direitos da mulher
Geral
Prefeito prestigia posse do novo bispo da Diocese de Corumbá
Bombeiros
Corpo de Bombeiros realiza curso de Comandos de Incidentes
Bombeiros
Incêndio destrói residência no Cristo Redentor
Acidente de trânsito
Colisão entre carros deixa três feridos
Acidente de trânsito
Motorista não respeita sinalização e colide contra moto
Educação
Extensão Nossa Senhora Aparecida recebe reforma e mobília escolar
Suicídio
Jovem comete suicídio no Popular Velha
Corpo foi encontrado pela namorada do jovem

Mais Lidas

Acidente de trânsito
Motorista não respeita sinalização e colide contra moto
Mulher
Com prêmio Helô Urt, Município valoriza atuação em defesa dos direitos da mulher
Comércio
Vereador sugere estudos para criação de feira livre no Ernesto Sassida
Segurança
Projeto de Lei prega proibição de uso de capacete em locais fechados