Servidor municipal aborda homens em situação de vulnerabilidade em rua de Corumbá.
(Foto: Divulgação/PMC)
Os serviços de acolhimento vinculados à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC) de Corumbá registraram um aumento significativo no número de atendimentos em agosto, na comparação com julho de 2026. Os dados constam nos boletins bimestrais da Vigilância Socioassistencial, que monitoram de forma contínua o fluxo de acolhidos pelo Centro Pop, Casa do Migrante e Casa de Passagem.
O crescimento mais expressivo em termos percentuais foi observado na Casa de Passagem, que saltou de 47 atendimentos em julho para 76 em agosto, uma alta de 61,7% (29 registros adicionais). Ao todo, o local contabilizou 123 acolhimentos no bimestre. Na Casa do Migrante, a procura subiu de 113 para 162 atendimentos, representando uma expansão de 43,4% e acumulando 275 assistências no período. Já o Centro Pop teve um acréscimo de 19,6%, passando de 112 pessoas atendidas para 134 em agosto, fechando o bimestre com um total expressivo de 2.440 assistidos em situação de vulnerabilidade.
O secretário municipal de Assistência Social e Cidadania, Alexandre Ramos Ohara, destacou que o aumento exige atenção às demandas que chegam aos serviços e serve de base para o planejamento das equipes. "Esses dados nos ajudam a planejar o trabalho das equipes e a articulação da rede, para que as pessoas encontrem acolhimento, orientação e acesso a direitos", pontuou o gestor.
Perfil e Nacionalidade dos Assistidos
O mapeamento detalhado pela Vigilância Socioassistencial revelou a predominância de estrangeiros e um perfil demográfico específico nas unidades.
Na Casa do Migrante, os homens adultos (18 a 59 anos) lideraram com 121 registros (44%), seguidos por crianças e adolescentes de até 17 anos com 86 registros (31,3%) e mulheres adultas com 67 registros (24,4%). Em termos de nacionalidade, venezuelanos (160 registros) e colombianos (60 registros) concentraram 80% dos atendimentos.
Na Casa de Passagem, homens adultos também constituíram a maioria absoluta, somando 81 registros (65,9%). Mulheres adultas representaram 22,8%, enquanto idosos e crianças completaram o grupo. Os cidadãos da Venezuela e da Colômbia mantiveram a liderança, equivalendo a 84,2% das nacionalidades identificadas.
A SMASC pondera que as estatísticas correspondem à soma dos registros mensais de atendimento e não necessariamente representam indivíduos diferentes, visto que uma mesma pessoa pode ter sido acolhida ou contabilizada mais de uma vez ao longo do período. O monitoramento serve como uma ferramenta estratégica para fortalecer a rede de proteção social na fronteira, principalmente devido à presença marcante de menores de idade entre os migrantes.
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