A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) foi palco de um intenso debate nesta terça-feira (10) sobre a nova ferramenta da Secretaria de Fazenda Nacional. O mecanismo permite que micro e pequenos empresários do Simples Nacional regularizem pendências fiscais de forma espontânea, evitando autuações e multas pesadas.
O deputado Paulo Duarte (PSB), que é auditor fiscal, defendeu a medida como uma forma de proteção ao setor produtivo. Já o deputado João Henrique (PL) criticou o monitoramento financeiro, classificando a ação como "sanha tributária".
Regularização espontânea vs. Autuação: Economia de até 10 vezes
Em seu discurso, Paulo Duarte explicou que a ferramenta visa informar o comerciante antes da penalidade. Segundo ele, o pagamento livre de multa é muito mais vantajoso.
Um contribuinte que apresenta uma diferença de R$ 15 mil na arrecadação, se ele for autuado vai pagar 17% de alíquota mais a multa. Se pagar espontaneamente ele paga só R$ 204, mas se for autuado vai pagar mais de R$ 2,5 mil, quase 10 vezes mais o valor”, explicou o parlamentar.
O deputado ressaltou que a medida não é uma "notificação de cobrança", mas um alerta para que o empresário se ajuste durante o período de transição para a Reforma Tributária.
Críticas ao monitoramento financeiro
Em contrapartida, o deputado João Henrique (PL) subiu à tribuna para criticar o que chamou de "Big Brother da rede financeira". Para o parlamentar, o monitoramento de transações via Pix e cartões de crédito sobrecarrega quem trabalha.
"O governo quer monitorar o Pix para poder cobrar. É uma assanha tributária em cima das pessoas que trabalham, aumentando a arrecadação após renúncias fiscais elevadas", afirmou João Henrique.
Presidente da ALEMS defende sobrevivência das empresas
Gerson Claro, presidente da Alems. Foto: Agência AlemsO presidente da Casa, Gerson Claro (PP), mediou o debate destacando que a prioridade deve ser a manutenção dos negócios. Segundo ele, se o Estado optasse pela multa direta em vez da regularização, cerca de 45 mil empresários sul-mato-grossenses poderiam quebrar.
“Espero que o Fisco mantenha esse comportamento de dar oportunidade para a pessoa regularizar sua vida e se manter no Simples. Se for para cobrar retroativos de forma punitiva, eu assinarei a reclamação junto com o deputado João Henrique”, ponderou Gerson Claro.
Entenda o cenário para 2026
Mato Grosso do Sul e os demais estados possuem convênio com a Receita Federal desde 2007 para o compartilhamento de informações de crédito. A novidade em 2026 é o fortalecimento das campanhas de esclarecimento da Sefaz para que o contribuinte utilize as ferramentas internas de autorregularização antes de processos administrativos de fiscalização. *Com informações da Agência Alems
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Corumbá e Ladário recebem quase R$ 1 bilhão em investimentos do Governo de MS

Vigilância da fronteira e queda da criminalidade estão entre metas da Sejusp

Convocação de novos servidores regulariza efetivo da Guarda Municipal em Corumbá

Comandante Militar do Oeste recebe título de Hóspede de Honra em Corumbá

Novos servidores empossados participam de cerimônia de acolhida no Paço Municipal

Corumbá lança Mapa Digital do Turismo para facilitar experiência de visitantes e moradores

Governo de MS lança Central de Orientação para fortalecer Cidadania nos 79 municípios

Câmara aprova plano para modernizar iluminação pública e criar comitê da COSIP

Pietro Candia reassume vaga de vereador na Câmara de Corumbá



Deputado Estadual Paulo Duarte na tribuna. (Foto: Agência Alems)


