Eleitor confirma voto em urna eletrônica.
(Foto: Divulgação/TSE)
Balanço nacional divulgado nesta quinta-feira, 27 de agosto, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) traz pedidos de impugnação do Ministério Público Eleitoral contra dez registros de candidatura em Mato Grosso do Sul para as Eleições 2026. Como as ações ainda serão julgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), nenhum dos candidatos teve o registro indeferido até o momento.
A lista completa dos contestados no estado não foi divulgada. Contudo, quatro nomes já foram identificados por meio de processos e publicações da imprensa local:
- Jamilson Name (PP): O deputado estadual e candidato à reeleição teve o registro questionado devido a uma condenação em primeira instância a oito anos de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro, oriunda da Operação Omertà. A Procuradoria também aponta que as certidões criminais anexadas ao registro omitiram a condenação de 2025. A defesa contesta as alegações, e o processo está em fase de recurso.
- Jerson Domingos (União Brasil): O ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado busca retornar à Assembleia Legislativa. O órgão aponta suposta ligação com a organização criminosa armada investigada na Omertà. O candidato nega o envolvimento e não possui condenação definitiva.
- Carlos Bernardo (União Brasil): O empresário disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, mas é alvo de contestação por uma doação eleitoral de R$ 90 mil feita em 2020 a uma campanha majoritária em Goiás. Segundo a denúncia, o montante ultrapassou o limite legal permitido com base nos rendimentos dele.
- Jeferson José Bezerra (Agir): Candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, ele teve a quitação eleitoral questionada. O MP aponta a falta de prestação de contas referente à sua campanha nas eleições municipais de 2024.
Cenário nacional e prazos
No panorama federal, o Ministério Público Eleitoral contestou 974 pedidos de registro de candidatura, sendo que mais de 70% das ações miram concorrentes às vagas de deputados estaduais ou federais. As principais causas envolvem condenações criminais, improbidade administrativa, abuso de poder e falhas na prestação de contas públicas ou eleitorais.
Os políticos alvos das ações possuem o direito de apresentar defesa e recorrer às instâncias superiores em caso de decisões desfavoráveis. Pelo calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral, todos os processos de registro devem estar julgados até o dia 14 de setembro. Enquanto aguardam a definição jurídica, as campanhas seguem ativas nas ruas.
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