Menu
quinta, 15 de janeiro de 2026
Andorinha - Vendas por WhatsApp
Andorinha - WhatsApp
Natureza

MPMS apura queimada ilegal de mais de 2 mil hectares de fazenda em Corumbá

15 janeiro 2026 - 09h05Gesiane S. Lourenço

A 2ª Promotoria de Justiça de Corumbá instaurou inquérito civil para apurar a queimada ilegal de mais de 2 mil hectares de vegetação nativa em fazenda localizada no Pantanal.  A investigação tem como base auto de infração e laudo de constatação lavrados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

Segundo os documentos técnicos, a área de 2.202,126 hectares foi atingida pelo uso de fogo sem autorização da autoridade ambiental competente. Durante a fiscalização, foi constatado que a queima teve origem no interior do imóvel rural, abrangendo extensa área de vegetação nativa, sem que houvesse licença válida para a atividade de queima controlada.

A autuação foi lavrada com fundamento no artigo 70 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), combinado com os artigos 3º, II, e 58 do Decreto Federal nº 6.514/2008. Conforme previsto na legislação ambiental, a multa estimada é de R$ 2,2 milhões, calculada com base no valor de R$ 1 mil por hectare, considerando a extensão da área atingida.

Além das esferas cível e administrativa, o Promotor de Justiça Pedro de Oliveira Magalhães destaca que os fatos podem, em tese, configurar crime ambiental, previsto no artigo 41 da Lei nº 9.605/1998, que trata de provocar incêndio em floresta ou demais formas de vegetação.

No curso do procedimento, o Promotor requisitou documentos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), matrícula atualizada do imóvel, informações sobre eventual Programa de Regularização Ambiental (PRA) ou Plano de Recuperação de Áreas Degradadas e/ou Alteradas (Prada), que é uma versão mais ampla, abrangendo também áreas apenas alteradas, além de dados sobre outras atividades sujeitas a licenciamento ambiental.

Também foi oficiado o Cartório de Registro de Imóveis e o Imasul, para complementação das informações técnicas e cadastrais.

Ao final da apuração, o MPMS poderá firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ajuizar ação civil pública ou promover o arquivamento, a definição dependerá dos elementos colhidos ao longo da apuração em curso. *Com informações do MPMS

Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.  

Deixe seu Comentário

Leia Também

Polícia
PMA aplica mais de R$ 51 mil em multas durante dois meses de Piracema
Meio Ambiente
Fiscalização ambiental constata que incêndio em ferro-velho foi criminoso
Desdobramentos
Problema com baceiros na comunidade do Castelo pode depender da intervenção do MP
meio ambiente
Fiscalização nos rios apreende 1,5 tonelada de pescado ilegal em 2025
meio ambiente
1º Batalhão da Polícia Militar Ambiental aplica R$ 12,6 mi em 2025
Meio Ambiente
Baceiros e camalotes isolam moradores da Comunidade do Castelo
Meio Ambiente
Bombeiros alertam para o risco de quedas de árvores devido as chuvas de verão
Meio Ambiente
Mesmo com entraves, concessão do Rio Paraguai é prevista para o segundo semestre
Meio Ambiente
Governo federal falhou na prevenção de catástrofes no Pantanal, diz TCU
Bem-estar animal
Abandono de filhotes expõe urgência da causa animal em Corumbá

Mais Lidas

oportunidade
Ladário abre seleção temporária para atuação na rede municipal de ensino
Inscrições presenciais ocorrem de 14 a 16 de janeiro; salários chegam a R$ 1,9 mil
Polícia
Operação fecha biqueira e prende traficante no bairro Vila Mamona
geral
Lei autoriza pagamento retroativo de direitos suspensos na pandemia
Alerta
Criminosos aproveitam Mutirão do Mei para aplicar golpes via WhatsApp