Neno Razuk durante sessão na Assembleia Legislativa.
(Foto: ALMS)
A Justiça de Mato Grosso do Sul oficializou nesta terça-feira, 28 de julho, a inclusão do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), na lista de Difusão Vermelha da Interpol. A decisão, publicada no Diário da Justiça, foi tomada pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande após os órgãos de investigação constatarem que o político não foi localizado em território nacional, acumulando fortes indícios de que já tenha deixado o Brasil para evitar o cumprimento de um mandado de prisão preventiva.
O pedido de captura internacional foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal, seguindo as diretrizes da Corregedoria Nacional de Justiça. Questionada sobre o andamento do caso, a Polícia Federal em Brasília informou que não compartilha informações dessa natureza, mantendo o sigilo sobre as buscas. A defesa de Neno Razuk, representada pelo advogado Ricardo Souza Pereira, declarou que não vai comentar o pedido do Gaeco ou a decisão judicial, limitando-se a atuar exclusivamente pelas vias jurídicas adequadas e dentro do devido processo legal.
A situação do ex-parlamentar agravou-se consideravelmente em maio, quando ele perdeu a sua cadeira na Assembleia Legislativa após uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral. Sem o cargo, Razuk perdeu o direito ao foro por prerrogativa de função, permitindo que a primeira instância da Justiça decretasse a sua prisão no âmbito das investigações por organização criminosa.
Perante a legislação brasileira, o ato de fugir ou se manter foragido não configura um novo crime isolado, visto que o réu não é obrigado a colaborar com a própria detenção.
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