Fachada da Santa Casa de Corumbá.
(Foto: Divulgação/PMC)
A Secretaria Municipal de Saúde de Corumbá e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) emitiram, na última semana, um alerta epidemiológico para a população devido ao aumento na circulação de vírus respiratórios na região. A mobilização ganhou urgência após a Prefeitura confirmar que, em um intervalo de cerca de 15 dias, três bebês menores de um ano morreram no município devido a complicações respiratórias graves. Nenhuma das crianças apresentava comorbidades prévias.
De acordo com os exames laboratoriais, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) foi a causa do óbito de dois bebês, de um e dez meses de vida. O terceiro óbito, de uma criança de seis meses, foi provocado por bocavírus. O VSR é altamente contagioso e principal causador de bronquiolite e pneumonia em lactentes, enquanto o bocavírus está associado a infecções como nasofaringite e crises de asma, além de distúrbios gastrointestinais.
As autoridades reforçam que o monitoramento é fundamental, pois os menores de um ano são historicamente mais vulneráveis. Em Mato Grosso do Sul, esse grupo responde por 22,34% das 5.104 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registradas no estado. Em Corumbá, o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) aponta que 216 pessoas foram internadas por SRAG, resultando em nove óbitos. Entre os dias 5 e 11 de julho, o município viveu a segunda maior concentração de internações do ano, com 14 novos casos em apenas uma semana.
A principal linha de defesa contra o VSR para recém-nascidos é a vacinação das mães durante a gestação, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde dezembro do ano passado. Atualmente, a cobertura vacinal de gestantes em Corumbá está em 63%, mas a meta da Prefeitura é atingir pelo menos 80%. Dois dos bebês que faleceram haviam recebido a proteção por meio da imunização materna, o que evidencia que, além da vacina, os cuidados do dia a dia são indispensáveis para proteger os mais novos.
No cenário atual de Corumbá, o rinovírus lidera a circulação local com 86 casos, seguido pela Influenza A H3 (70), Influenza B (35) e metapneumovírus (20). Diante disso, a Vigilância Epidemiológica orienta que as famílias adotem medidas preventivas simples: manter a carteira de vacinação atualizada, lavar as mãos com frequência, manter os ambientes bem ventilados e evitar o contato de crianças pequenas com pessoas doentes. Em caso de sintomas gripais na casa, recomenda-se o uso de máscaras de proteção e a busca imediata por atendimento médico nas unidades básicas de saúde.
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